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Atualizado às: 10 de maio, 2005 - 07h54 GMT (04h54 Brasília)
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Lula, Kirchner e Chávez reafirmam parceria

Celso Amorim
Amorim negou que atritos com a Argentina tenham sido abordados
Os presidentes de Brasil, Argentina e Venezuela se reuniram na noite de segunda-feira, em Brasília, para reforçar os planos de cooperação entre os três países nas áreas energética, econômica e social.

Após o encontro, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, negou que tenham sido abordados durante a reunião os relatos de que o governo argentino estaria irritado com o “protagonismo” do Brasil na América do Sul e insatisfeito com o desequílibrio nas relações comerciais entre os dois países.

De acordo com Amorim, o jantar oferecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao argentino Néstor Kirchner e ao venezuelano Hugo Chávez serviu para dar continuidade à “aliança estratégica” lançada em março, quando os três líderes se reuniram em Montevidéu, no Uruguai.

“Houve uma ampla discussão, centrada principalmente na seqüência daquilo que havia sido discutido antes pelos três presidentes”, afirmou Amorim.

Novos encontros

O chanceler brasileiro disse que Lula, Kirchner e Chávez acertaram uma série de reuniões entre autoridades dos três países para avançar nos planos de parceria trilateral.

Amorim disse que os ministros de Energia de Brasil, Argentina e Venezuela se reunirão nesta terça-feira para “identificar três projetos, um em cada país, nos quais se possam concretizar as idéias de cooperação que existem”.

Além disso, os ministros da Economia (Fazenda) dos três países se reunirão em Buenos Aires no dia 10 de junho, e um novo encontro entre os três presidentes também será realizado para avaliar os avanços dos projetos de integração.

Outro assunto discutido no jantar foi a crise no Equador. Segundo Amorim, Lula, Kirchner e Chávez concordaram “sobre a necessidade de que haja uma legitimidade baseada em um mandato popular, mas sem entrar nos detalhes de como se chegar a isso”.

Cúpula

Os presidentes da Argentina e da Venezuela estão no Brasil para participar da Cúpula América do Sul-Países Árabes, que será oficialmente aberta nesta terça-feira.

Após uma reunião com chanceleres e representantes das 33 delegações que participam do encontro, o ministro Celso Amorim destacou a importância da reunião para uma maior cooperação econômica e cultural entre as duas regiões.

Nesta terça-feira, os quatro membros plenos do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) assinarão um acordo comercial com o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, na sigla em inglês).

O bloco árabe é formado por seis dos países mais ricos da região: Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes, Kuwait, Omã e Bahrein.

Já o teor político da cúpula terá como principal resultado uma declaração conjunta que será assinada pelos chefes das delegações presentes.

A expectativa é de que o documento inclua uma manifestação de preocupação quanto às sanções impostas pelos Estados Unidos à Síria. Outro trecho da declaração deve fazer referências ao combate ao terrorismo e ao direito de resistência.

“O terrorismo é condenado de maneira clara”, disse o ministro Celso Amorim. “Em um outro parágrafo, fala-se do direito de resistência à ocupação estrangeira de acordo com o direito humanitário internacional. Cada um lerá da maneira que bem entender.”

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