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Conclave limita poder crescente do Terceiro Mundo na Igreja, diz jornal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal americano The Christian Science Monitor afirma nesta terça-feira que a África, a Ásia e a América do Sul formam “o novo centro do poder” da Igreja Católica, mas sua influência não se reflete na composição do colégio de cardeais que vai escolher o novo papa. O diário de Boston diz que os católicos do Terceiro Mundo, “cheios de zelo”, “são tudo o que os europeus não são” e indica o brasileiro Dom Cláudio Hummes e o argentino Dom Jorge Mario Bergoglio como os cardeais do bloco com mais chances de suceder João Paulo 2º. “Mas a aritmética do conclave de cardeais revela os limites da influência do mundo em desenvolvimento”, diz o jornal. “Apesar de 43% dos católicos do mundo viverem na América Latina, há apenas 21 cardeais da região entre os 117 que vão escolher o próximo papa. Mesmo se todos os cardeais do Terceiro Mundo se unissem em apoio a um candidato, seus 45 votos ficariam aquém da maioria de dois terços necessária.” O The New York Times, porém, acredita que este fator não vai impedir que os terceiro-mundistas tenham influência nas deliberações para a escolha do novo papa, observando, por exemplo, que a bancada de latino-americanos é mais numerosa que a da Itália, de onde vêm vários dos favoritos ao papado. Polêmica Já o Washington Post observa o outro lado da moeda. Em reportagem de capa, o jornal relata os esforços da Igreja Católica no México para frear o avanço de seitas evangélicas, dificultados pelas políticas do Vaticano nas últimas décadas. O jornal diz que a influência da instituição no país ainda rivaliza com a do Estado, mas que líderes católicos mexicanos afirmam que, “durante o papado de João Paulo 2º, sua rígida e hierárquica forma de governar a Igreja tornou difícil para eles se concentrarem em problemas locais”. Na França, as homenagens ao papa acabaram criando polêmica, com o jornal Libération criticando a decisão do governo de mandar o hasteamento da bandeira a meio-pau nos ministérios e ordenar altos funcionários dos governos locais a ir à igreja na sexta-feira. O jornal critica a atitude de “um suposto país laico” que “foi liderado por seu presidente em aleluias católicas”. Blair na berlinda No dia em que o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, deve anunciar a data da próxima eleição geral no país, vários jornais britânicos trazem pesquisas que indicam que o pleito não vai ser fácil para o seu partido, o Trabalhista. O cenário mais negativo é apontado por uma pesquisa feita para o Financial Times, na qual 39% das pessoas que dizem que têm certeza de que vão votar preferem o Partido Conservador, principal grupo da oposição, contra 34% que preferem os trabalhistas. No The Times, os conservadores ganharam três pontos percentuais, chegando a 35% das intenções de voto, enquanto os trabalhistas perderam dois, ficando com 37%. O The Independent mostra tanto trabalhistas como conservadores perdendo a preferência dos eleitores – os primeiros, de 39% para 36%, e os segundos, de 34% para 33% -, enquanto o Partido Liberal Democrata ganha dois pontos percentuais, chegando a 21%. No The Guardian, o partido de Blair também tem três pontos de vantagem sobre os conservadores – 37% a 34%. Em todos os casos, devido às características do sistema eleitoral britânico, o partido de Blair manteria a maior bancada no Parlamento. |
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