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Oposição suspende bloqueio de estradas na Bolívia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líderes da oposição na Bolívia anunciaram nesta quinta-feira a suspensão dos bloqueios de estradas depois que a Câmara dos Deputados aprovou uma lei que regulamenta a exploração de gás e petróleo no país. A Lei de Hidrocarbonetos cria um novo imposto de 32% sobre a produção de empresas estrangeiras, mas mantém o pagamento de royalties em 18%. A oposição no país, liderada pelo deputado e líder indígena Evo Morales, desejava que a taxa imposta às petroleiras por royalties fosse de 50%. Morales disse que acabou aceitando a nova norma porque o imposto de 32% assegura uma receita ao país equivalente à que seria obtida se aprovada a proposta da oposição. O novo imposto, que ainda tem que ser aprovado pelo Senado, pode afetar os negócios da Petrobras na Bolívia, onde a estatal brasileira explora principalmente gás natural. Crise política A suspensão dos bloqueios, que prejudicaram o movimento em várias estradas bolivianas durante cerca de uma semana, resolveu temporariamente o conflito social, mas não o impasse político, diz Luis Crespo, correspondente da BBC em La Paz. O debate sobre a lei gerou uma crise na Bolívia, que resultou num pedido de renúncia do presidente do país, Carlos Mesa, que foi rejeitado pelo Congresso. Mas Mesa propôs a antecipação de eleições para este ano, quase dois anos antes do previsto (agosto de 2007). A proposta do presidente será submetida ao Congresso. |
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