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Presidente da Bolívia propõe antecipar eleições | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Bolívia, Carlos Mesa, propôs nesta terça-feira ao Congresso que as eleições gerais sejam adiantadas em quase dois anos para evitar "um banho de sangue no país". Mesa defendeu a realização de eleições no dia 28 de agosto e a transferência no poder um mês depois, simultaneamente com a eleição de uma assembléia constituinte. "Se não levarmos adiante um processo dessa natureza, este país ficará ingovernável", afirmou o presidente num dicurso transmitido pela TV. A proposta de Mesa vem nove dias depois de ele oferecer a sua renúncia, que acabou sendo declinada pelo Congresso. Ainda no discurso desta terça-feira, Mesa disse que desistiu da proposta de uma polêmica lei sobre o setor de energia, que tem sido uma das principais causas dos protestos no país. Grupos que se opõem à lei, encabeçados pelo deputado oposicionista Evo Morales, estão interceptando a estrada mais importante do país há uma semana. As barreiras têm causado problemas no abastecimento de comida e prejuízos de milhões de dólares para a economia do país. As eleições estavam previstas para junho de 2007 e, segundo analistas consultados pela agência de notícias Reuters, Mesa não poderia concorrer. |
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