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Governo boliviano cede em disputa por autonomia regional | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo boliviano concordou em ceder maior autonomia à província de Santa Cruz, depois de três semanas de protestos. O presidente Carlos Mesa, que inicialmente só aceitava discutir o assunto em Assembléia Constituinte, disse que vai permitir que as nove províncias bolivianas elejam os seus governantes em abril. Atualmente, os governadores das províncias da Bolívia são indicados pelo presidente. Mesa também prometeu um referendo sobre autonomia que poderia abrir caminho para reivindicações semelhantes por parte de outras províncias. Assembléia popular Milhares de manifestantes carregando bandeiras de Santa Cruz se reuniram nesta sexta-feira numa praça na capital regional, onde participaram de uma assembléia popular para decidir os próximos passos rumo a uma maior autonomia. A principal força por trás do movimento é o Comitê Cívico de Santa Cruz, que começou liderando protestos contra a alta de combustíveis mas na última semana ampliou as reivindicações. "Isto é parte de uma revolução pacífica", disse o presidente do Comitê, Ruben Costas, aos manifestantes, segundo a agência de notícias Associated Press. "Isto vai dar uma voz à região mais produtiva do país, que parece estar sendo ignorada." De acordo com a agência Reuters, os manifestantes concordaram em criar um comitê provisório que vai se encarregar da transferência de poderes do governo central, até que as eleições regionais sejam realizadas. |
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