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Protestos avançam e param principais cidades da Bolívia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Duas das maiores cidades da Bolívia foram paralisadas por protestos em meio a um clima de tensão criado com a decisão do governo de reduzir os subsídios aos combustíveis. Trabalhadores em Santa Cruz de la Sierra, a capital econômica do país, colocaram obstáculos nas ruas para bloquear o trânsito. Em El Alto, onde está em andamento uma greve de trabalhadores por tempo indeterminado, além da insatisfação pela redução dos subsídios, foi realizada manifestação contra a autorização para que uma empresa transnacional francesa forneça água potável. A decisão do governo do presidente Carlos Mesa de reduzir os subsídios foi tomada há 13 dias. Temor de que atos públicos pudessem levar à violência fizeram com que Mesa discursasse no domingo passado. No pronunciamento à nação, o presidente disse que renunciaria antes de ordenar a repressão aos protestos. O governo acusou os manifestantes de tentarem desestabilizar a Bolívia. Fábricas fechadas Centenas de milhares de pessoas em Santa Cruz, que possui mais de um milhão de habitantes, aderiram ao protesto na terça-feira. Fábricas, lojas e escritórios foram fechados. Os moradores de Santa Cruz estão revoltados porque a iniciativa do governo levará a um aumento de 10% a 23% nos preços da gasolina e do diesel. O mais recente protesto se segue a uma greve de 24 horas de proprietários de ônibus e motoristas na semana passada que paralisou os serviços de transporte em duas das principais cidades do país: a capital, La Paz, e Cochabamba. Em El Alto, os organizadores da greve iniciada na segunda-feira prometeram continuar seu protesto até que o governo atenda às suas exigências. Rotas da cidade até a capital foram interrompidas por manifestantes. O governo concordou em negociar com os líderes da greve e disse que o contrato para o fornecimento de água pode ser "revisto" se o serviço não for ampliado para atender as áreas pobres de El Alto, de acordo com a agência de notícias Associated Press. Mas as autoridades afirmam que não vão recuar na decisão de reduzir os subsídios, alegando que eles são financeiramente insustentáveis. Os subsídios também permitem aos bolivianos que revendam combustível ao exterior ilegalmente, encorajando contrabando e ameaçando as reservas nacionais. |
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