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Motoristas bolivianos fazem greve contra aumento da gasolina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Motoristas de ônibus da Bolívia fizeram uma greve de 24 horas nesta terça-feira em protesto contra o corte de subsídios dos combustíveis, decretado no último dia 30 de dezembro. A Confederação Sindical dos Motoristas reivindica que o presidente Carlos Mesa revogue a medida, que na prática aumentou em 10% e 23,5% os preços da gasolina e do dísel, respectivamente, no país. Os manifestantes bloquearam estradas e paralisaram quase todos os serviços de transporte de carga e de passageiros nas duas principais cidades da Bolívia, La Paz e Cochabamba. O governo argumenta que os subsídios que eram dados desde 2000 são insustentáveis porque causam problemas fiscais e estimulam o contrabando de combustíveis para países vizinhos, devido à grande diferença de preço. "Pretexto" O dirigente da confederação dos motoristas, Ángel Villacorta, disse em entrevista à BBC que o governo "não fez nada para frear o contrabando" e que está usando o problema como "pretexto" para revogar os benefícios. Segundo Villacorta, os cortes nos subsídios elevam o custo de operação em 45% para os motoristas. O líder sindical disse que vai continuar a negociar com o governo, mas alertou para a possibilidade de mais greves se não houver um acordo. Outros setores e sindicatos estão considerando aderir ao movimento contra o corte de subsídios. |
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