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Presidente da Bolívia ameaça renunciar | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Bolívia, Carlos Mesa, disse que vai pedir demissão do cargo, se os protestos contra seu governo convocados para esta semana terminarem em violência. Vários setores da sociedade boliviana convocaram greves e mobilizações contra o aumento dos preços dos combustíveis anunciado pelo presidente. “Se houver uma pressão que obrigue este presidente a usar violência com a certeza de que isto vai custar vidas humanas, este presidente não vai continuar aqui”, disse Mesa. A referência do uso da força remete às revoltas populares de outubro de 2003, que acabaram na morte de dezenas de pessoas e na renúncia do então presidente, Gonzalo Sánchez de Lozada. Tensão Mesa acusou a “grupos pequeníssimos” de lutar por interesses ocultos ao promover os protestos contra o aumento dos combustíveis. O sindicalista Bruno Armando Apasa, da Central Obrera Boliviana, disse à BBC que os protestos convocados pela entidade serão “enérgicos, mas não a ponto de incitar violência explícita contra a ordem pública”. “Vamos ser claros em nosso pedido para que o presidente, se não é capaz de governo para o povo deste país, se vá”, disse Apasa. A confirmação dos protestos aconteceu depois que fracassaram as negociações entre o governo e as entidades que os convocaram. Os atos públicos começam em dias diferentes, de acordo com cada cidade, mas tudo indica que a semana será de grande tensão social no país. Em El Alto, nas proximidades da capital, La Paz, os protestos começaram à meia-noite de domingo. O líder dos plantadores de coca, Evo Morales, também manifestou seu apoio aos protestos. “É o governo quem está começando com provocações para desestabilizar a democracia”, disse Morales. |
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