|
Oposição na Bolívia defende autonomia em província | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Opositores do presidente da Bolívia, Carlos Mesa, defenderam a autonomia da província de Santa Cruz, durante as maiores demonstrações feitas no país desde que começou a crise em torno do aumento dos combustíveis. "Eu convido vocês todos a um encontro na prefeitura no dia 28 de janeiro para que o povo de Santa Cruz possa considerar a criação do primeiro governo autônomo provisório da província", afirmou o líder dos protestos, Ruben Costas, a milhares de pessoas presentes. Uma comisssão parlamentar foi enviada a Santa Cruz para tentar ajudar na crise iniciada com a decisão do governo de cortar subsídios aos combustíveis no país, anunciada no fim de 2004. No entanto, o correspondente da BBC em La Paz, Luis Crespo, informa que ainda não foi estabelecida uma negociação formal entre governo e manifestantes. O presidente chegou a anunciar que reverteria parte dos cortes, mas não conseguiu com isso reduzir a crescente pressão social sobre seu governo. Os protestos contra o plano econômico de Mesa começaram na semana passada com uma greve geral de 48 horas e uma greve de fome na província de Santa Cruz, o maior centro econômico do país. Os governos de nove das dez cidades mais importantes do país manifestaram "apoio inequívoco" a Mesa. No entanto, em outro revés para o presidente, quatro ministros apresentaram seus pedidos de renúncia, depois de terem sido censurados no Parlamento. O presidente chegou a ameaçar renunciar, caso os protestos terminassem em violência. Mesa assumiu o poder em outubro de 2003, depois de protestos que deixaram 80 mortos em meio a uma disputa com o governo da época sobre a exportação de gás natural. O então presidente Gonzalo Sanchez de Lozada acabou sendo destituído. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||