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Dia de protestos na Bolívia termina sem violência | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro dia de uma série de protestos contra o governo do presidente Carlos Mesa transcorreu pacificamente na Bolívia, depois que Mesa ameaçou pedir demissão do cargo se as manifestações terminassem em violência. Mesa disse que não queria usar a força no combate aos protestos, em referência às revoltas populares de outubro de 2003, que acabaram na morte de dezenas de pessoas e na renúncia do então presidente, Gonzalo Sánchez de Lozada. Os moradores de El Alto, cidade vizinha a La Paz, bloquearam o principal acesso à sede do governo ao iniciarem uma paralisação por tempo indeterminado. Eles exigem a rescisão do contrato com uma empresa transnacional para o fornecimento de água potável. Os bloqueios impediram a circulação de veículos na principal estrada que liga La Paz ao resto do país. "Nós só queremos que a água deixe de ser um negócio e também somos contra à irresponsabilidade de alguns dirigentes que querem a renúncia do presidente", disse Abel Mamani, líder do protesto em El Alto. Sem-terra Mamani fez referência à greve anunciada pela Central dos Trabalhadores, que exige a renúncia de Mesa devido ao aumento no preço da gasolina e do diesel. O Movimento dos Sem-Terra também anunciou a tomada armada de propriedades. No entanto, nehuma das decisões foi realmente colocada em prática. Em Santa Cruz, a cidade boliviana mais importante depois de La Paz, empresários e organizações civis se juntaram e anunciaram a paralisação de atividades nesta terça e quarta-feiras. Mesa acusou a "grupos pequeníssimos" de lutar por interesses ocultos ao promover os protestos contra o aumento dos combustíveis. Vários setores da sociedade boliviana convocaram greves e mobilizações para esta semana em protesto contra o aumento dos preços dos combustíveis. |
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