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Seixas Corrêa crê que vencerá disputa para chefiar OMC | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O embaixador Luiz Felipe de Seixas Corrêa, representante do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) e candidato brasileiro à direção-geral da instituição, está confiante de que vai vencer a disputa para o cargo. “Eu vou ser o candidato vencedor”, afirmou Seixas Corrêa, em Washington, onde participa de uma série de encontros com representantes do governo brasileiro. Desde segunda-feira, o embaixador brasileiro teve encontros com congressistas ligados a comércio exterior, o representante de Comércio interino, Peter Allgeier, e o subsecretário de Estado e ex-representante de Comércio, Robert Zoellick. Ele não quis revelar, no entanto, quantos países, dos 148 que compõem a OMC, já lhe prometeram o voto. Os outros candidatos são o francês Pascal Lamy, ex-comissário europeu para o Comércio, apoiado por toda a União Européia, o chanceler das Ilhas Maurício, Jaya Krishna Cuttaree, e o uruguaio Carlos Perez del Castillo, ex-presidente do Conselho-Geral da OMC. "Sem acordo" Seixas Corrêa descartou a possibilidade de um acordo entre ele e Perez del Castillo para o lançamento de um candidato único do Mercosul. “O fato de existirem dois candidatos já indica que não há convergência e não há candidato do Mercosul, mas cada país indicou o seu”, afirmou. Os Estados Unidos não manifestaram apoio oficial a nenhum dos candidatos, mas a declaração oficial do Departamento de Comércio, depois do encontro na segunda-feira, é que “foi uma boa discussão, com uma atmosfera positiva”. A declaração sobre Perez de Castillo, que no mês passado se encontrou com Zoellick, foi um pouco mais enfática. “É um candidato respeitável, que fez um trabalho muito bom quando presidiu o Conselho Geral da OMC”, declarou o Departamento de Comércio na época. Nos encontros com representantes americanos e de outros países, Seixas Corrêa disse que tem enfatizado a importância de se concluir com sucesso a Rodada de Doha de liberalização do comércio e de se voltar ao tema do desenvolvimento, tema oficial desta rodada. “O Brasil tem um compromisso com o sistema multilateral. Temos uma base de exportações diversificada em termos de produtos e de destinos das nossas exportações e somos grandes usuários do sistema de solução de controvérsias”, disse Seixas Corrêas. Além dos Estados Unidos, o embaixador já viajou à China, à Índia, à África do Sul e nos próximos dias vai ao Canadá e novamente à Índia para tentar angariar o apoio desses países. Ele disse que também se encontrou com os representantes dos outros países na própria sede da OMC, em Genebra, e na reunião de Davos, também na Suíça, no fim de janeiro. O embaixador brasileiro disse que não conversou, nos encontros com representantes brasileiros, sobre a decisão favorável ao Brasil no processo movido contra os subsídios dados pelo governo americano aos produtores de algodão. O processo de consultas para escolha do novo secretário-geral da organização começa no dia primeiro de abril. A eleição não é por maioria, mas por consenso. Dos quatro candidato, os membros do Conselho Geral eliminam um de cada vez, de acordo com a intenção de voto dos países. Como o voto é secreto, não é possível saber nem mesmo quantos votos cada candidato teve. |
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