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Falta muito para crescimento sustentado na Argentina, diz FMI | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou a renegociação com os credores da dívida argentina em moratória um passo importante, mas disse que ainda era preciso esperar pelos resultados para fazer uma avaliação mais precisa. “Esta é uma oportunidade importante para a Argentina avançar, mas ainda há muito a ser feito para que o país atinja um crescimento sustentado nos próximos anos”, afirmou o diretor de relações externas do Fundo, Tom Dawson. Ele disse que a renegociação da dívida de mais de US$ 100 bilhões acontece num bom cenário econômico internacional, com baixas taxas de juros, inflação e boas perspectivas de crescimento, e que a Argentina conseguiu estabelecer um bom desempenho econômico recentemente. Dawson confirmou que o ministro da Economia argentino, Roberto Lavagna, viaja a Washington neste fim de semana para se encontrar com o diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, e outros diretores da instituição. Acordo Ele confirmou que os dois devem discutir a renegociação da dívida, mas não quis dizer se os dois também devem retomar as negociações de um novo acordo da Argentina com o Fundo. “É prematuro descrever o encontro como a reabertura das negociações”, afirmou Dawson. O governo argentino suspendeu em agosto do ano passado o programa de US$ 13 bilhões que tinha com o Fundo. Dawson disse que concordava inteiramente com o presidente Néstor Kirchner, que disse que a renegociação da dívida em moratória foi um passo importante, mas ainda era preciso outros passos para avançar mais. “A visita do ministro Lavagna deve ser vista neste contexto. Vamos ver quais são os próximos passos”, afirmou. Sobre o Brasil, Dawson disse que o FMI continua esperando a resposta do governo brasileiro sobre a intenção de renovar ou não o acordo com a instituição. O atual vence este mês e o governo vem fazendo declarações desencontradas sobre a renovação. Na semana passada, o Fundo aprovou a mudança na contabilidade dos investimentos em infra-estrutura fora do superávit primário, como queria o Brasil. |
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