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África do Sul tenta identificar desaparecidos no apartheid | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Investigadores vão começar a exumar corpos na África do Sul, na tentativa de encontrar centenas de pessoas desaparecidas durante o regime do apartheid no país. Dois corpos serão submetidos a análises por legistas para determinar se eles são de dois ativistas contrários ao regime segregacionista supostamente assassinados em 1988. A Comissão da Verdade e Reconciliação sul-africana listou os nomes de 477 vítimas do apartheid cujos corpos nunca foram encotrados. Em 2003, o presidente Thabo Mbeki deu ordens aos promotores para que concluíssem as investigações sobre o assunto. Ala militar O primeiro passo para a conclusão dos casos será a exumação nesta quarta-feira de dois corpos de túmulos sem identificação em Kwazulu-Natal. Segundo o porta-voz da Autoridade Nacional de Promotoria, há suspeitas de que ambos pertenciam a uma ala militar do Congresso Nacional Africano e teriam morrido numa troca de tiros com a polícia. O porta-voz acrescentou que os testes tentarão determinar quem eram e como morreram, mas enfatizou que a prioridade é a identificação de desaparecidos e não a resolução de crimes. Mais de 20 corpos devem ser desenterrados nas próximas semanas por unidades criadas especialmente para investigar o destino das vítimas do apartheid. Os promotores esperam solucionar cerca de 150 inquéritos. |
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