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Atualizado às: 25 de janeiro, 2005 - 19h55 GMT (17h55 Brasília)
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Empresa sul-africana produzirá genéricos contra Aids
Remédios contra a Aids
Autorização dos EUA abre caminho para tratamento dos mais pobres
Uma empresa farmacêutica da África do Sul se tornou a primeira a receber aprovação da Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, para produzir remédios genéricos contra a Aids.

A FDA é a agência que regulamenta todos os alimentos e medicamentos no mercado americano. Mas a aprovação da agência funciona como uma espécie de selo de qualidade para o produto no mercado internacional.

Desta forma, a empresa sul-africana, a Aspen Pharmacare, está com o caminho aberto para usufruir do fundo de ajuda contra a Aids, no valor de US$ 15 bilhões, aprovado há dois anos pelo presidente americano George W. Bush para a África.

A soma prometida por Bush ainda não foi liberada, mas só estará disponível para empresas, governos e organizações que cumprirem exigências americanas. No caso dos medicamentos genéricos, estima-se que ser aprovado pela FDA faça parte desta exigência.

Segundo a empresa sul-africana, a aprovação vai permitir que ela produza anti-retrovirais a preços mais baixos para as pessoas mais pobres e vulneráveis.

A África do Sul é o país mais afetado pela epidemia de Aids no mundo.

"Uma combinação genérica usando três produtos diferentes custaria algo entre US$ 16 e US$ 32 (de R$ 48 a R$ 96) por mês", disse Stephen Saad, presidente da Aspen Pharmacare, à agência de notícias Reuters.

Ações sobem

Especialistas lembram ainda que a empresa pode lucrar milhões de dólares com a produção desses remédios, vendendo-os ao mercado internacional.

De acordo com a Reuters, as ações da empresa tiveram uma alta de 5,2% em seguida ao anúncio do recebimento da aprovação.

Muitos países africanos já tinham reclamado que a falta de aprovação de ajuda internacional para a produção de medicamentos genéricos mais baratos estava restringindo o número de pacientes que poderiam ser tratados.

Bush anunciou a criação do Plano de Emergência para a Ajuda contra a Aids no começo de 2003.

Nos países da África subsaariana, que são o alvo do fundo, um em cada três adultos é portador do HIV.

O plano tem como objetivo tratar de 2 milhões de pessoas que sofrem de Aids em 15 países.

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