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Lula deve estar "mordido" com críticas, diz FHC | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve estar "mordido" por causa das críticas que ele fez ao Partido dos Trabalhadores (PT). "Acho que ele está meio mordido porque eu disse que havia uma espécie de confusão entre o privado e o público da parte do PT e ele então agora resolveu colocar o feitiço contra o feiticeiro", afirmou o ex-presidente em Washington, ao ser questionado pela BBC Brasil sobre críticas do presidente Lula ao seu governo. Lula e Fernando Henrique vêm trocando críticas nos últimos dias. Na quarta-feira, em discurso em Brasília, Lula disse, sem citar o nome do ex-presidente, que o seu governo havia sido "negligente" e "anti-republicano". "Eu acho uma coisa equivocado do presidente Lula ficar o tempo todo falando mal do meu governo", afirmou Fernando Henrique. "Até porque se ele achasse tão mau assim ele teria mudado e ele não mudou", disse ele. Pesquisa de opinião Sobre a pesquisa CNT-Sensus, divulgada na terça-feira, que mostra que se a eleição presidencial fosse hoje Lula ganharia no primeiro turno de sete adversários diferentes – no caso de Fernando Henrique, com 22,9% para ele e 55% para Lula – o ex-presidente disse que considera "natural" a liderança de Lula. "É natural, o presidente está aí com dois anos de mandato, e ele tem prestígio, é inegável", afirmou Fernando Henrique, enfatizando que não é candidato, apesar das recentes declarações de que poderia disputar o cargo em caso de "caos" na política brasileira. "Disse aquilo justamente para explicar que não era candidato", disse o ex-presidente. Fernando Henrique participou em Washington do lançamento do relatório "Agenda para as Américas 2005", elaborado pela organização Inter-American Dialogue. O trabalho é resultado de uma força-tarefa chefiada por ele e pela ex-representante de Comércio americana Carla Hills, e apresenta sugestões para melhorar as relações entre Estados Unidos e América Latina. "A América Latina não é prioridade para os Estados Unidos", lamentou Fernando Henrique. O documento enfatiza a necessidade de uma relação de parceria entre os Estados Unidos e a região. "Queremos ser mais e mais parceiros. O que significa participar do processo decisório e não apenas dizer o sim ou não final", afirmou. Apesar de interesses diferentes dos vários países latinoamericanos na relação com os Estados Unidos, o relatório afirma que a insatisfação nesta relação é uma constante. O documento será apresentado a membros do governo americano. |
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