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Fed sobe juros nos EUA em 0,25 ponto percentual | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Federal Reserve, o banco central americano, elevou a taxa de juros básica nos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, para 2,5% ao ano, nesta quarta-feira. O Fed disse que a inflação está controlada e que pretende continuar manejando a política monetária num ritmo controlado. Segundo o banco, o crescimento econômico está acontecendo num ritmo moderado, apesar do aumento dos preços da energia e as condições do mercado de trabalho continuam a melhorar de forma gradual. O Fed também disse que as expectativas para a inflação a longo prazo estão sob controle. Os diretores afirmam, no entanto, que vão continuar atentos aos indicadores econômicos e estão prontos para efetuar as mudanças necessárias no futuro para manter a estabilidade de preços. O aumento de 0,25 já era amplamente esperado pelos analistas e operadores do mercado financeiro, que não prevêem um impacto da mudança para o Brasil. “Já está totalmente descontado”, disse o diretor da área de investimentos da consultoria Ideaglobal, Larry Krohn, em Nova York. Ele lembra que, toda vez que o Federal Reserve aumenta as taxas de juros nos Estados Unidos, aumenta a pressão sobre as taxas de juros no Brasil, já que existe um potencial para transferência de recursos dos papéis do governo brasileiro para os americanos. Desta vez, porém, como o movimento já foi antecipado nos últimos dias, o impacto deve ser neutro. “O Brasil está em boa posição, com o fortalecimento do real nos últimos meses”, afirmou. O economista Paulo Vieira da Cunha, economista-chefe para a área de América Latina do banco HSBC, também não vê impacto para o Brasil. “Se a taxa não tivesse subido 0,25, como se esperava, aí então teria sido um reboliço”, afirmou. Para o Brasil, a elevação da taxa de juros de curto prazo é menos importante do que a perspectiva de longo prazo, observada nos papéis do governo americano com prazo de 10 anos – os papéis que concorrem com os bônus do governo brasileiro. Atualmente, estes papéis pagam juros anuais de 4,15% e uma elevação na perspectiva de remuneração desses papéis pode levar investidores a sair do Brasil para colocar seus recursos nesses investimentos. Por enquanto, porém, a cautela do Fed em elevar de forma lenta e gradual a taxa de juros não teve no Brasil o impacto que se temia quando esse movimento começou, no início do ano passado. “A preocupação maior é para o segundo semestre deste ano”, diz Vieira da Cunha. Nessa avaliação, mais do que a taxa de juros, o que conta é a declaração dos diretores do banco central americano explicando porque tomaram determinada decisão e o cenário que prevêem para os próximos meses. |
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