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FMI aprova aumento de juros no Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A vice-diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Anne Krueger, classificou de “apropriada” a política monetária adotada pelo Banco Central, que aumentou a taxa de juros básica brasileira. “O Banco Central foi apropriadamente cuidadoso na condução da política monetária, face ao aumento na inflação e nas expectativas inflacionárias. Isso deve ajudar a levar de inflação de volta aos níveis das metas estabelecidas pelo governo”, avaliou. Os comentários de Krueger foram divulgados depois da conclusão da 8ª revisão do acordo com o FMI. A revisão permite que o Brasil saque mais US$ 1,3 bilhão do pacote total de US$ 40 bilhões. “Mas autoridades brasileiras já indicaram que não querem mais recursos e que isto está sendo tratado como pracaução e estratégia de saída do acordo com o fundo”, notou Krueger. A vice-diretora-gerente do FMI apresentou uma visão otimista da economia brasileira, dizendo que a recuperação econômica se ampliou e ganhou impulso. Mercado interno Krueger observou que “embora as exportações continuem sendo importante fonte de crescimento, o consumo e o investimento internos se tornaram os principais condutores” da recuperacão econômica. Ela também observou que a política fiscal brasileira continua “prudente” para garantir que relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto vai continuar melhorando. Nesta quarta-feira, o governo brasileiro aumentou a meta de superávit fiscal para este ano em 0,25 ponto porcentual. Questionado sobre o assunto na manhã de quinta-feira, o diretor de relações externas do FMI, Thomas Dawson, disse que as autoridades brasileiras “têm uma noção sólida do que precisa ser feito”. “Esta atitude está sendo recompensada não só com o crescimento e ampliação da recuperação da economia brasileira, mas também com o fortalecimento da moeda e a melhora nos juros pagos pelos papéis brasileiros”, disse Dawson. Reformas Anne Krueger disse que o ritmo do crescimento no Brasil vai depender do aprofundamento das reformas estruturais. “O Brasil tem de aproveitar a oportunidade dada pelo ambiente econômico favorável. Maior flexibilidade orçamentária iria facilitar o aumento de recursos para investimentos públicos, para programas sociais e outras prioridades do governo”, disse a diretora. O governo brasileiro está propondo ao FMI mudanças nas regras de cálculo da instituição para permitir que países participando de programas do fundo possam gastar mais dinheiro em infra-estrutura e investimentos produtivos. |
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