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Europa quer 'mostrar unidade' com candidato único à OMC | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A decisão inédita da União Européia (UE) de indicar Pascal Lamy como seu candidato único para o cargo de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) mostra a intenção do bloco de "mostrar unidade", segundo Claude Véron-Réville, a assistente do atual comissário para o Comércio, Peter Mandelson. "A indicação de um único candidato europeu pretende demonstrar isso, mas também tivemos sorte em encontrar facilmente um candidato que foi escolhido por unanimidade. O fator mais importante para nós era ter apenas um candidato Ex-comissário de Comércio da União Européia, Pascal Lamy concorrerá ao cargo de diretor-geral da OMC com, entre outros, o embaixador brasileiro Luiz Felipe Seixas Corrêa. Além de receber a indicação dos 25 países da União Européia, Pascal Lamy tem também o apoio informal dos Estados Unidos. Divisão Os países em desenvolvimento apresentaram mais de um candidato. Além do embaixador brasileiro Luiz Felipe Seixas Corrêa, concorrem ao cargo o uruguaio Carlos Pérez del Castillo e Jaya KrishnaCuttaree, das Ilhas Maurício. O candidato brasileiro é tido como o preferido do G20, grupo de países em desenvolvimento liderados pelo Brasil, Índia e África do Sul, do qual o Uruguai não faz parte. Seixas Corrêa também recebeu o apoio verbal da China. “Nós vivemos hoje num momento em que os Estados membros estão se posicionando em grupos", diz o embaixador brasileiro junto à Comunidade Européia, José Alfredo Graça Lima. Claude Véron-Reville diz ainda que a UE não gostaria que a disputa siginificasse uma luta entre o países desenvolvidos e em desenvolvimento. "Não creio que seja apropriado falar em uma guerra entre o norte e o sul, os ricos e os pobres. A União Européia sabe perfeitamente que o desenvolvimento dos países pobres é o coração das negociação multilaterais em andamento", e disse. Campanha "Sabemos que não temos escolha, temos que ajuda os países mais pobres se quisermos concluir as negociações. Por isso mesmo preferimos não aceitar essa divisão entre os ricos e os pobres", declarou. O mandato do atual diretor geral da OMC, Supachai Panitchpakdi, termina em agosto do próximo ano. A campanha eleitoral será encerrada em março do próximo ano. No mês de abril serão realizadas as consultas entre os 148 países membros da OMC. O nome do novo diretor geral, se for escolhido por concenso, será conhecido em maio. Caso contrário, haverá uma votação. O eleito deverá tomar posse em setembro de 2005. Na eleição anterior, com forte dificuldade para se chegar a um consenso, o mandato, que deveria ser de quatro anos, foi dividido em dois mandatos de três anos. A primeira etapa foi concedida ao neozeolandês Michael Moore, e a segunda, ao tailandês Supachai Panitchpakdi. "A falta do concenso para a decisão, porém, marcou fortemente os dois mandatos", concluiu Graça Lima. |
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