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Atualizado às: 21 de novembro, 2004 - 23h22 GMT (21h22 Brasília)
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Apec apóia entrada da Rússia na OMC

Vladimir Putin
Putin chega neste domingo ao Brasil para visita oficial
Os líderes das 21 economias com acesso ao Oceano Pacífico declararam apoio ao ingresso da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC).

O apoio foi declarado durante a Apec (Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), evento realizado em Santiago neste fim de semana, a poucas horas do desembarque do presidente russo, Vladimir Putin, no Brasil.

Mas não se falou em datas para que o país presidido por Putin siga o mesmo caminho já traçado para a China e também para o Vietnã, cujo ingresso no organismo multilateral está previso para 2005.

O apoio à Rússia – e também ao Vietnã – fazem parte da "Declaração de Santiago, uma comunidade, nosso futuro", divulgada ao final do encontro dos
líderes das economias com acesso ao Pacífico.

OMC

Apesar de a questão comercial, que era o objetivo inicial do fórum, ter ficado em segundo plano, perdendo espaço para a discussão sobre o terrorismo, os chefes de estado e de governo destacaram a importância de manter as negociações comerciais na OMC.

"Reafirmamos a necessidade do sistema multilateral de comércio, baseado em regras que nos permitam liberar o comércio em uma escala global. Por isso, apoiamos o novo impulso adquirido na Rodada de Doha", diz o texto, referindo-se às questões agrícolas que vêm sendo discutidas no âmbito da OMC.

Segundo assessores do governo chileno, essa declaração é importante porque afasta especulações sobre negociações comerciais regionais, reforçando que elas serão mantidas em nível multilateral.

Na mesma declaração, de apenas cinco páginas, o capítulo sobre questões comerciais refere-se à decisão de se tentar reduzir a burocracia e o desvio de comércio.

Na entrevista à imprensa, na qual fez um balanço do encontro de 48 horas, o presidente Ricardo Lagos disse que foi aberto, em Santiago, o caminho para acordos comerciais na próxima reunião da Apec, na Coréia do Sul, em 2005.

"Mais do que avançar numa área de livre comércio, continuaremos fazendo acordos bilaterais que vão beneficiar a terceiros países", disse Lagos, descartando, por enquanto, a criação de uma zona de livre comércio, que estava prevista para 2020.

Esse prazo foi visto com cautela pelos integrantes da reunião da Apec, incluindo o primeiro-ministro canadense, Paul Martin, que chega nesta segunda ao Brasil. Martin desembarca em São Paulo e na terca-feira reúne-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente peruano, Alejandro Toledo.

"O ano de 2010 para os países não industrializados concretizarem a zona de livre comércio e de 2020 para os outros integrantes da Apec é só uma meta", desconversou.

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