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OMC autoriza Brasil a impor sanções aos Estados Unidos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Organização Mundial do Comércio (OMC) autorizou sete governos, entre eles o do Brasil, a impor sanções aos Estados Unidos no valor de US$ 150 milhões. A OMC aprovou as sanções depois de constatar que o governo americano não cumpriu uma decisão anterior que condenava uma de suas leis antidumping. No total, o Brasil poderá aplicar retaliações de cerca de US$ 7 milhões. O foco da disputa é a Emenda Byrd, estabelecida durante o governo de Bill Clinton com o objetivo de repassar o dinheiro coletado por medidas antidumping a empresas norte-americanas. A lei trata dos casos em que os Estados Unidos importam produtos cujo preço é considerado tão baixo que os produtores locais estariam sofrendo concorrência desleal. Para conter isso, os Estados Unidos impuseram tarifas para a entrada desses produtos. A Emenda Byrd determina que esse dinheiro seja distribuído justamente para as empresas americanas que solicitaram a aplicação da barreira, normalmente do mesmo setor daqueles produtos. O que os países se queixam é que a lei não apenas garante uma proteção tarifária, mas ajuda a subsidiar as empresas americanas com dinheiro das exportações de outros países. 'Ilegal' Há mais de um ano, a OMC julgou a lei e a qualificou como ilegal, exigindo seu cancelamento pelo governo dos Estados Unidos. Washington, porém, não tomou qualquer medida para adequar sua lei às exigências da OMC e continuou repassando as taxas coletadas às empresas. Segundo o governo brasileiro, esse repasse já teria chegado a US$ 1 bilhão. Na União Européia, a previsão agora é que, se os Estados Unidos não reformularem suas leis, Bruxelas aplicará seu direito de retaliar a partir do início de 2005. O Japão também alerta que está disposto a se valer de seu direito. No caso do Brasil, o governo avisa que não pretende usar o direito de retaliar, mas acredita que a autorização tenha um significado político importante. Mesmo assim, o governo já inicia consultas com o setor privado para a elaboração de uma lista com os possíveis produtos americanos que sofreriam com as sanções. |
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