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UE considera reformas na indústria açucareira | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os ministros da Agricultura dos países membros da União Européia estão em Bruxelas nesta segunda-feira para discutir como fazer urgentemente as necessárias reformas da multimilionária indústria açucareira do continente. No mês passado, a Organização Mundial do Comércio (OMC) disse que a indústria é ilegalmente subsidiada pelos governos, prejudicando os produtores dos países em desenvolvimento. A União Européia agora propõe cortar os subsídios em cerca de 30%. Os países da UE também querem reduzir a quantidade de açúcar produzido, para que o excesso não seja exportado para outros países com preço abaixo do mercado. Duas organizações não-governamentais, Oxfam e World Wide Fund for Nature, produziram relatórios que afirmam que os subsídios ao açúcar custam bilhões de dólares aos cidadãos europeus devido aos altos impostos e ao preço dos alimentos. Expectativas Devido ao grande subsídio à indústria açucareira na Europa, os países europeus conseguem vender o açúcar a um valor abaixo do preço de mercado. A Comissão Européia (o órgão executivo da União Européia) está propondo mudanças. Mas autoridades dizem não esperar qualquer progresso até que a OMC responda ao apelo da UE contra a decisão de que os subsídios são excessivos. A resposta ainda deve demorar vários meses para sair. A Oxfam diz que a pesquisa mostra que se a UE limitar a ajuda que dá aos produtores de açúcar, ela beneficiaria alguns dos países mais pobres do mundo, com a criação de milhares de trabalhos em Moçambique e na Zâmbia. Mas os produtores europeus de açúcar dizem que cortes drásticos no subsídio poderiam levar ao fechamento de milhares de vagas de trabalho na UE. |
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