|
Brasil é melhor candidato à ajuda dos EUA, diz FT | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal Financial Times traz um duro editorial contra a proposta da Argentina de renegociação de sua dívida externa de mais de US$ 100 bilhões e defende os "mercados emergentes que cumprem as regras do jogo". "Se os Estados Unidos querem fazer alguma coisa pela América Latina, o vizinho Brasil é um candidato melhor", diz o editorial. Segundo o jornal, a Argentina faz "deboche" da posição do Fundo Monetário Internacional (FMI) que diz que continua a conceder empréstimos a países em atraso nos pagamentos se o tomador estiver fazendo "negociações de boa fé para reestruturar seus débitos". O editorial observa que, se o FMI parar de emprestar, a Argentina pode dar o calote nas instituições multilaterais. "Que assim seja", diz o jornal. "A credibilidade do Fundo está em jogo e, desta vez, o Tesouro americano deve apoiar (o FMI)." "Os países emergentes que cumprem as regras do jogo precisam ver que seu comportamento não os coloca em desvantagem em relação aos que são como a Argentina." Diplomatas infratores Em um artigo, o Financial Times conta que os diplomatas brasileiros estão entre os que mais cometem infrações de trânsito nos Estados Unidos. As multas não são pagas, segundo o jornal. O artigo cita Brasil, Egito, Nigéria, Indonésia e Marrocos entre os grandes devedores de multas de trânsito em Nova York e Washington. Agora, o Congresso americano aprovou uma lei que corta a ajuda financeira dos EUA aos países que estão nessa situação, segundo o jornal. Mais abertura O Financial Times também traz um artigo que diz que o novo comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson, avisou os parceiros comerciais, "especialmente os países em desenvolvimento mais avançados", que as negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC) não vão avançar se eles não abrirem ainda mais seus mercados para bens industriais e serviços. As negociações na Rodada de Doha da OMC não têm avançado. Segundo o jornal, "membros mais ricos da OMC reclamam que países como Brasil e Índia tentam manter altos níveis de proteção". A UE fez uma oferta de redução de seus subsídios agrícolas e agora, segundo o jornal, Mandelson diz que cabe aos demais parceiros equiparar-se aos europeus. O jornal traz ainda um artigo do seu correspondente em São Paulo sobre a reforma ministerial no Brasil. O FT diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "vai oferecer postos ministeriais a seus aliados para conseguir uma maioria confortável no Congresso". Segundo o jornal, Lula está preparando a segunda fase da reforma do ministério para consolidar sua "aliança de arco-íris" e aumentar a eficiência do governo. 'Guerra Fria' Mas é a crise na Ucrânia que domina as manchetes dos jornais internacionais. A oposição na Ucrânia acusa as autoridades de terem fraudados as eleições presidenciais de domingo passado, quando o candidato governista e apoiado por Moscou, Viktor Yanukovych, foi eleito por pequena margem de votos. Milhares de seguidores do candidato derrotado, Viktor Yushchenko, apoiado pelos Estados Unidos e pela Europa, têm protestado nas ruas de Kiev. "Em um racha no estilo da Guerra Fria, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o Ocidente têm visões diametralmente opostas em relação às eleições na Ucrânia", diz o jornal The New York Times em sua primeira página. Para o jornal francês Libération, "o que está em jogo em Kiev, além do futuro democrático dos ucranianos, é o tipo de relacionamento que a Europa pode manter com o seu poderoso vizinho russo". O jornal insta a União Europeia a “não ser intimidada” por Putin, e diz que “os ucranianos merecem ajuda”. O jornal espanhol La Vanguardia diz que se o presidente russo "não apoiar a revisão do processo eleitoral e não aceitar o resultado democrático, poderá ver suas relações com a UE e os Estados Unidos ficarem envoltas em uma nuvem". O jornal prevê ainda que "haverá também o risco de a Ucrânia mergulhar nas chamas de uma revolta civil". Clareza Os jornais espanhois criticam fortemente declarações feitas na TV pelo atual ministro do Exterior espanhol, Angel Moratinos, sobre o golpe contra o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em 2002. "Algo sem precedentes na diplomacia espanhola aconteceu durante o governo anterior. O embaixador da Espanha (em Caracas) foi instruído a apoiar o golpe", disse Moratinos na TV, segundo o jornal El País. Isso "é algo que um diplomata experiente nunca deveria dizer tão cruamente sem evidências que possam ser verificadas", diz o jornal. "Mesmo que seja verdade, e todos os detalhes conhecidos do episódio parecem confirmar isso, era o lugar errado para fazer uma acusação tão direta." |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||