|
Jornais europeus acusam fraude e intervenção russa na eleição ucraniana | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polêmica eleição presidencial na Ucrânia é o principal assunto dos jornais europeus nesta terça-feira. A oposição afirma que foram observadas milhares de irregularidades no pleito, incluindo índices de comparecimento muito altos em áreas onde o governo é mais forte. Na Alemanha, o Frankfurter Allgemeine Zeitung diz que não há dúvidas de que o segundo turno, oficialmente vencido pelo primeiro-ministro Viktor Yanukovych, foi marcado por "manipulação e irregularidades". "Nada era para ser deixado ao acaso, ou seja, à vontade dos eleitores", diz o jornal. O Berliner Zeitung, também da Alemanha, afirma que "é muito cedo para dizer se a tentativa de Moscou em controlar a democracia ucraniana foi bem-sucedida". O Libération, da França, também fala em uma vítória "conseguida com o controle remoto do Kremlin". "A revolução laranja da Ucrânia corre o risco de se tornar vermelho-sangue", afirma o jornal. Crise política Na Ucrânia, o jornal de oposição Ukraynia Moloda traz a manchete: "Nós devemos nos render aos gângsters". A reportagem do jornal ucraniano diz que o comparecimento às urnas no leste do país, base do candidato do governo, "chegou a 104%". O jornal Den, pró-governo, afirma que a "Ucrânia está sendo arrastada para uma crise politica extremamente séria". "Não há dúvidas de que a polêmica sobre o resultado das eleições será levada aos tribunais", afirma. Na Suíça, o Les Temps diz que a "Ucrânia viveu um dos mais espetaculares casos de fraude dos últimos anos". O El País, da Espanha, afirma que o resultado anunciado "contém praticamente todos os ingredientes de uma situação explosiva". China e Brasil Na China, o South China Morning Post traz uma reportagem em que diz que o presidente Hu Jintao saudou o sucesso de sua visita à América Latina, dizendo que seu país forjou laços sólidos com a região. Hu Jintao visitou quatro países latino-americanos, incluindo uma participação no Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), no Chile. O presidente chinês disse que sua visita ao Brasil levou a parceria estratégica entre Brasil e China a um novo nível, enquanto sua visita à Argentina confirmou o compromisso dos dois países em desenvolverem uma parceria semelhante. Celso Furtado O The Independent, da Grã-Bretanha, traz um obituário de Celso Furtado, dizendo que ele "era um dos mais influentes economistas e pensadores sociais da América Latina". O jornal o descreve como um expoente da escola desenvolvimentista, que defende planejamento estatal, crédito barato e proteção tarifária como as maneiras mais eficientes de gerar crescimento auto-sustentado em países pobres. "Furtado foi um forte aliado de Luiz Inácio Lula da Silva, que se tornou o primeiro presidente brasileiro com origem nas classes trabalhadoras", diz o The Independent. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||