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Cinegrafista detalha episódio polêmico em Falluja | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um cinegrafista freelance de TV que filmou em Falluja a cena em que um fuzileiro naval americano teria matado a tiros um combatente iraquiano ferido apresentou a sua versão dos fatos. Kevin Sites, que trabalhava para a rede americana NBC, publicou uma carta aberta aos fuzileiros navais em seu blog na internet. O homem morto era um dos cinco rebeldes feridos e desarmados no dia anterior. Ele não fez nenhum movimento antes de ser baleado, disse o cinegrafista. O Exército dos Estados Unidos está fazendo um inquérito sobre o incidente. Sites, jornalista que acompanha as tropas americanas na frente de batalha, escreveu que, "além de respirar", ele não observou "nenhum movimento" do homem atingido. Mesquita O cinegrafista havia entrado no edifício, uma mesquita, com um pelotão de fuzileiros que checavam a situação num bairro em que haviam combatido no dia anterior. "Não sei o que passou na cabeça daquele fuzileiro. Ele é o único que sabe disso", afirmou Sites. Ao se aproximar do local, no dia 13 de novembro, o pelotão havia recebido informações de que a mesquita poderia ter sido reocupada durante a noite. Os comandantes sabiam que dez insurgentes haviam morrido e cinco ficado feridos no dia anterior. Quando entravam na mesquita, os soldados escutaram tiros vindos de dentro e outros fuzileiros saíram do edifício. Um deles contou que seu grupo havia encontrado e baleado cinco pessoas. Ao entrar, os fuzileiros encontraram os cinco homens feridos no dia anterior, quatro deles com novos ferimentos. Um já havia morrido e, de acordo com Sites, outros três estavam sangrando e quase morrendo. Um quinto homem estava parcialmente coberto por um cobertor e deitado no mesmo local e condição que havia sido deixado. Sites afirma que ele não havia sido baleado de novo. Ainda vivo Enquanto um oficial avisava pelo rádio ao quartel que os homens eram os mesmo feridos na véspera, um fuzileiro reparou que "o velho de kaffiyeh vermelha" ainda estava vivo. Aos insultos, ele gritou que o homem estava "fingindo", apontou o seu fuzil e disparou sobre ele, embora não tivesse havido "nenhum movimento repentino", escreveu Sites no blog. Sites diz que o fuzileiro pode ter realmente acreditado que o homem representasse perigo, mas não permitiu que um colega fizesse uma busca por armas ou armadilhas com explosivos. Além disso, o pelotão era o segundo a entrar no local, o que aumentava a probabilidade de o lugar já ter sido vasculhado em busca de armas. O cinegrafista diz que mostrou o vídeo ao comandante do pelotão, "e seu impacto reverberou em toda a cadeia de comando". Sites afirmou que a decisão de transmitir as imagens foi "angustiante" e que sua reportagem destacava "todas as possíveis questões atenuantes". O fuzileiro não-identificado autor dos disparos foi afastado e pode ter de enfrentar um julgamento. |
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