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Eleição no Iraque é marcada para 30 de janeiro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A comissão eleitoral do Iraque anunciou a data de 30 de janeiro para as primeiras eleições do país depois da queda do regime de Saddam Hussein. Os eleitores devem votar para um Parlamento de transição, encarregado de promulgar uma nova Constituição. O próximo passo seria um referendo para a aprovoção da nova Carta, seguido, no final do próximo ano, de uma nova eleição geral. Os Estados Unidos apresentam as eleições como a única forma de promover uma democratização que traria estabilidade ao Iraque. Mas o pleito é rejeitado pelos rebeldes contrários à presença americana, sobretudo nas regiões sunitas do país, onde têm usado a violência diariamente. Este domingo foi marcado por mais uma série de incidentes violentos, envolvendo militares e civis. Fim de semana violento Em Bagdá, quatro grandes explosões atingiram uma área próxima à Zona Verde, onde fica a maioria dos prédios do governo do Iraque e as embaixadas americana e britânica. Não há informações de vítimas. Segundo a agência de notícias Associated Press, as explosões – assim como as batalhas de rua e confrontos que ocorreram em Bagdá neste fim de semana – foram desencadeadas pela invasão da mesquita de Abu Hanifa por forças americanas na sexta-feira. Na cidade de Ramadi, a oeste de Falluja, oito soldados da Guarda Nacional Iraquiana foram mortos numa emboscada. Dezoito soldados também ficaram feridos no ataque. Num outro incidente em Ramadi, sete pessoas morreram e 11 ficaram feridas quando o ônibus em que viajavam foi atacado por forças americanas. Uma nota do Exército diz que os soldados dispararam porque o veículo não parou no posto de controle. Em Mosul, no norte do Iraque, tropas americanas encontraram mais dois corpos, apenas um dia depois da descoberta dos corpos de nove soldados iraquianos, mortos com tiros na nuca. Analistas esperam uma escalada da violência com a aproximação das eleições e as próprias autoridades do atual governo interino de Bagdá não têm certeza ainda se conseguirão realizar as eleições dentro do cronograma previsto. Um general americano disse nesta sexta-feira que os Estados Unidos estão considerando o envio de milhares de soldados a mais ao Iraque para garantir a segurança no país nos preparativos para as eleições de janeiro. |
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