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Agência de ajuda humanitária abandona o Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma das poucas agências de ajuda que restaram no Iraque está deixando o país. A World Vision anunciou que está encerrando suas operações no Iraque por causa do assassinato de seu diretor e de ataques a outros de seus funcionários. A agência permaneceu no Iraque por 18 meses e disse ter ajudado cerca de 600 mil pessoas, com a realização de melhorias em escolas, hospitais, clínicas e no abastecimento de água. Agências como a Care International e os Médicos sem Fronteiras já deixaram o Iraque, alegando que o país ficou muito perigoso. O chefe das operações da World Vision no Iraque, Mohammed Hushiar, foi morto por homens armados num café movimentado na cidade de Mosul, ao norte do Iraque, no dia 29 de setembro. Situação 'intolerável' Tim Costello, chefe-executivo da World Vision na Austrália, disse à BBC que a manutenção da segurança estava se tornando um problema para agências de ajuda. "Nós percebemos que você não pode ter guardas de segurança durante 24 horas e até agências humanitárias como a nossa, como a Care - até a Cruz Vermelha com sua neutralidade comprovada por 150 anos - estão sendo alvo de ataques." "Sua primeira prioridade é sempre sua própria equipe e simplesmente ficou intolerável e muito perigoso." Costello disse que o Iraque representava "uma face completamente nova do perigo e da violência", adicionando que a morte da diretora local da Care International, Margaret Hassan, foi "obscena e trágica". A Care encerrou suas atividades quando Hassan foi seqüestrada. Ela aparentemente foi morta algumas semanas depois. A World Vision tinha entre 15 e 20 funcionários no Iraque, trabalhando principalmente em Mosul e no norte do país. |
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