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Envolvidos no conflito no Iraque desrespeitam humanidade, diz Cruz Vermelha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha divulgou uma nota em que condena o que chamou de “profundo desrespeito pela humanidade” mostrado por todos os lados envolvidos no conflito no Iraque. A mensagem da Cruz Vermelha, considerada mais crítica do que o normal para os padrões da organização, adverte que o conflito está tendo um impacto bastante negativo sobre o povo iraquiano. A organização citou na nota dois fatos ocorridos nesta semana no Iraque – a morte da representante da organização de ajuda humanitária Care Internacional, Margaret Hassan, que havia seqüestrada, e a aparente execução de um iraquiano ferido e desarmado por um soldado dos Estados Unidos – e lembrou que todos os lados envolvidos precisam respeitar a lei humanitária internacional. “Como em qualquer outro conflito armado, este está sujeito a limites, e eles precisam ser respeitados a todo custo”, diz a mensagem, assinada pelo diretor de operações da Cruz Vermelha Internacional, Pierre Kraehenbuhl. Ira Kraehenbuhl salientou que colaborar com a lei humanitária internacional é “uma obrigação, não uma opção”, e que os dois lados estão absolutamente proibidos de matar qualquer pessoa que não esteja tomando parte ativamente nas hostilidades; de torturar ou submetê-los a tratamento inumano, humilhante ou degradante; ou tomar reféns. Em outro ponto, a nota diz que ficou difícil para organizações neutras de ajuda humanitária para ajudar às pessoas que estão sofrendo os efeitos da violência. De acordo com a correspondente da BBC em Genebra Imogen Foulkes, na sua mensagem a Cruz Vermelha quase não consegue esconder sua ira com os últimos desdobramentos do conflito no Iraque. Nos últimos dias, representantes da organização Crescente Vermelho do Iraque pediram inúmeras vezes para que as forças invasoras lideradas pelos Estados Unidos em Falluja permitissem a entrada de seus funcionários para levar ajuda a civis. A situação dessas pessoas chegou a ser descrita como “desesperadora”. Uma outra organização de ajuda humanitária, a World Vision, anunciou que estava abandonando suas operações no Iraque. |
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