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Tropas acham em Falluja cativeiros de estrangeiros | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Forças americanas afirmam ter encontrado cerca de 20 casas em Falluja utilizadas pelos rebeldes como cativeiros de reféns seqüestrados no país. Os soldados levaram jornalistas americanos a duas casas onde os militares dizem ter encontrado algemas, correntes, facas manchadas de sangue e baionetas. O britânico Ken Bigley, assassinado pelos rebeldes, pode ter sido mantido numa dessas residências. Investigadores advertem, porém, que ainda não realizaram perícias nesses locais. Num novo episódio de violência no Iraque, um importante líder muçulmano foi assassinato em Mosul (norte). Jaula Na noite de domingo, dois jornalistas, da rede de TV CNN e do diário The New York Times, foram levados a casas suspeitas de servir de cativeiro para estrangeiros. Uma delas tinha uma jaula semelhante àquela em que estava Ken Bigley num dos vídeos que o exibiam antes de ser decapitado. Na outra, havia uma faixa negra com o símbolo de um sol amarelo e a inscrição Tawhid e Jihad (União e Guerra Santa), nome que era usado pelo grupo que seria liderado pelo militante jordaniano Abu Musab al-Zarqawi. O grupo é acusado por uma série de atentados com carros-bomba e pelo seqüestro e assassinato de estrangeiros como Bigley e seus dois amigos americanos, Jack Hensley e Eugene Armstrong. Os dois repórteres puderam ver também um catálogo de fotos feitas pelos militares de objetos removidos das casas para testes – entre eles facas sujas de sangue semelhantes àquelas vistas nos vídeos em que cortam as cabeças dos reféns. "Assassinato e tortura foram praticados nesses locais", declarou o agente da inteligência americana Jim West. As forças lideradas pelos Estados Unidos em Falluja continuam a encontrar resistência esporádica em partes da cidade. Elas afirmam ter cercado 1.450 combatentes rebeldes. Mosul Em Mosul, o xeque Feydhi Mohammed al-Feydhi foi morto a tiros. Ele é parente de um importante membro da Associação dos Estudiosos Muçulmanos. A associação disse à agência de notícias Reuters que ele foi baleado por militantes que dispararam de dentro de um carro em movimento. Um médico local, porém, afirmou que ele foi baleado por homens mascarados ao abrir para eles a porta de sua casa. O motivo do assassinato ainda não está claro. A associação anunciou um boicote às eleições, marcadas para 30 de janeiro no Iraque. Horas antes, quatro funcionários do comitê que organiza as eleições fugiram de Mosul após receberem ameaças de morte. Lojistas foram advertidos a não distribuir os formulários para registro de eleitores. |
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