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Greenspan faz alerta sobre déficit comercial dos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Federal Reserve (o Banco Central americano), Alan Greenspan, advertiu nesta sexta-feira que o déficit comercial dos Estados Unidos não pode ser mantido indefinidamente da forma que está hoje. Durante um discurso na Alemanha, Greenspan também disse, no entanto, que não saberia dizer quando ou como o ajuste na balança comercial americana poderia ser realizado. O déficit no comércio americano com outros países foi de mais de US$ 500 bilhões no ano passado – ou mais de 5% da economia do país. Muitos economistas já vêm advertindo que essa cifra é insustentável e que o ajuste pode ser doloroso – e, agora, Greenspan se une ao coro dos que lançaram alertas. Déficit orçamentário O déficit vem sendo grande há uma década e o ajuste, até agora, vem sendo adiado. Greenspan não está prevendo a ocorrência de uma catástrofe imediata, ou mesmo em qualquer estágio do futuro. Mas as implicações do déficit são claras, e o inevitável ajuste poderia vir de uma forma que poderia prejudicar a economia. Nos seus comentários, o presidente do Federal Reserve se concentrou no financiamento do déficit. Em essência, um déficit comercial precisa ser sustentado por investidores estrangeiros que aplicam seus recursos no país. Se eles, de repente, passam a hesitar em fazer isso, o resultado pode ser uma grande alta nos juros ou uma queda no valor da moeda – no caso, o dólar. O discurso de Greenspan também incluiu um pedido para que o governo dos Estados Unidos também tome medidas para reduzir o seu déficit orçamentário – ou mesmo tente recuperar um superávit nessa área –, o que poderia ajudar a combater o déficit comercial. O presidente George W. Bush disse que tem planos de reduzir pela metade o déficit orçamentário. Mas está claro que o governo vai continuar pedindo dinheiro emprestado de seu banco central. Na sexta-feira, Bush assinou uma nova lei que permite ao governo pegar emprestado mais US$ 800 bilhões. |
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