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Preço do petróleo ultrapassa barreira de US$ 54 em NY | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os preços do petróleo para entrega em novembro fecharam o dia a US$ 52,51 no mercado americano, depois de um breve pico na marca de US$ 54,45. Na Grã-Bretanha, o petróleo cru do tipo Brent chegou a US$ 51,50 pela primeira vez, antes que um forte movimento de venda fizesse o valor recuar para US$ 49,60. Apesar das quedas, analistas dizem esperar que a demanda do inverno no hemisfério norte – quando a procura de combustível para aquecimento aumenta – faça os preços subirem ainda mais, no momento em que há uma redução no suprimento mundial. "Nos próximos três ou quatro meses, podemos esperar preços mais altos", disse Tom James, da consultoria Global Risk Partners, à BBC. "Fundamentalmente, estamos vendo uma demanda muito grande." Demanda Operadores afirmam que o preço do barril de petróleo cru em Nova York deve chegar a US$ 55 nas próximas semanas, e pode aumentar até US$ 60. Os preços do petróleo no mercado americano somam agora um aumento de mais de 60% desde o começo do ano, alimentado pela alta da demanda nos Estados Unidos e na China, além de problemas na produção em diversos países. Nesta terça-feira, operadores de mercado acompanharam com atenção a greve geral na Nigéria, agora em seu segundo dia, e um processo industrial na Noruega que pode afetar a produção mundial de petróleo. Grandes companhias de petróleo dizem que o petróleo do tipo cru ainda está sendo fornecido pela Nigéria, apesar da greve geral, mas o nervosismo sobre a situação afetou o mercado. A notícia de que a Rússia vai vender partes da principal subsidiária de produção da gigante do petróleo Yukos se somou a essas preocupações. Produção O aumento mais recente nos preços foi registrado apesar de novas promessas da Arábia Saudita e do Kuwait – ambos grandes produtores de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) – que, no fim de semana, prometeram elevar sua produção. Os aumentos refletem os problemas de oferta no Golfo do México, onde os engenheiros ainda estão reparando os danos provocados pelo furacão Ivan em setembro. Economistas estão preocupados com os efeitos do petróleo caro, que pode abalar seriamente o crescimento da economia mundial nos próximos meses. O secretário do Tesouro americano, John Snow, disse no fim de semana que os preços de petróleo em alta estão "criando ventos opostos para o que, do contrário, é uma economia forte". Na semana passada, importantes funcionários do Fundo Monetário Internacional (FMI) disseram que os preços elevados do petróleo afetaram seriamente as previsões para o crescimento mundial. No entanto, quando ajustados pela inflação, os preços do petróleo ainda estão abaixo do recorde histórico que atingiram no período da Revolução Islâmica no Irã, em 1979. Corrigido a preços de hoje, o barril do petróleo bateu em US$ 80 naquela época. |
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