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Hamas rejeita eleições que considera ilegais | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um dos principais líderes do Hamas, Mahmoud Al-Zahar, disse nesta quarta-feira que seu grupo "não tem a intenção de participar das eleições ilegais" para a Presidência da Autoridade Palestina. Al-Zahar fez a afirmação na entrada de um encontro com várias outras facções palestinas e Mahmoud Abbas, presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e um dos apontados como favorito para vencer as eleições presidenciais previstas para 9 de janeiro. O Hamas, assim como alguns outros grupos militantes, não aceita os acordos de Oslo, que, entre outras coisas, ajudaram a estabelecer a estrutura de poder e controle palestino e os procedimentos que devem reger as eleições. Cessar-fogo Al-Zahar negou que o encontro tenha como objetivo discutir um possível cessar-fogo com Israel, como chegou a ser divulgado por fontes palestinas. "Não estamos falando aqui sobre o cessar-fogo. Israel é o responsável pela escalada da violência na região. Se eles pararem as agressões, soltarem nossos presos e realizarem uma retirada genuína dos territórios ocupados, eles vão criar um novo ambiente para a discussão", afirmou. Segundo ele, a principal função do encontro é diminuir a tensão entre os próprios palestinos. "A questão agora é como minimizar a tensão entre os vários grupos militantes, especialmente dentro do próprio Fatah (o maior partido No domingo, durante um evento de homenagem a Yasser Arafat na Faixa de Gaza, militantes das Brigadas de Martires de Al-Aqsa fizeram disparos, aparentemente para o alto, quando Mahmoud Abbas chegou ao local. Seguranças de Abbas, segundo pessoas que estavam próximas, teriam pensado que se tratava de um atentado e reagiram. O resultado foi a morte de dois seguranças de Abbas e muitas especulações sobre um possível conflito interno entre os palestinos. Segundo pessoas próximas às negociações entre o Hamas e Abbas, o grupo militante quer participar do que está chamando de uma “liderança unificada”, a ser criada pela própria Autoridade Palestina, para poder ter voz no processo decisória da nova liderança – algo que nunca ocorreu sob Arafat. |
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