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Ministro de Israel quer vetar palestinos de Jerusalém de eleição | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro do Exterior de Israel, Silvan Shalom, disse que em sua opinião os palestinos que vivem em Jerusalém oriental não devem ser autorizados a votar na eleição para escolher o sucessor de Yasser Arafat na Presidência da Autoridade Palestina. Segundo ele, se Israel deixar os 200 mil palestinos que residem na região votar, poderia estar comprometendo futuras negociações sobre o status da cidade. Mas integrantes do governo israelense afirmam que o primeiro-ministro Ariel Sharon não concorda com a posição de seu aliado e lembram que os palestinos de Jerusalém oriental puderam votar na eleição palestina de 1996. Um alto funcionário da Autoridade Palestina, Saeb Erekat, fez um apelo para que os Estados Unidos e a União Européia impeçam Israel de colocar qualquer obstáculo à realização de eleições livres e justas. Prisão Líderes palestinos confirmaram neste domingo que a eleição para o sucessor de Arafat na Autoridade Palestina será realizada no dia 9 de janeiro. A opinião de Shalon tem apoio de um de seus colegas de Likud, o ministro sem pasta Tzachi Hanegbi. "Jerusalém é a capital de Israel", disse Hanegbi. "Eles devem fazer parte da arena política israelense e não podem participar do processo eleitoral da Autoridade Palestina. No final, isso levaria à divisão da capital do povo judeu." Hanegbi também disse que o líder palestino Marwan al-Barghuthi, que está preso em Israel, não deve ser libertado para concorrer à liderança da Autoridade Palestina, como vem sendo cogitado. "Ele foi julgado por um tribunal israelense e condenado a cinco prisões perpétuas por atos cruéis de assassinato", disse Barghuthi. Colaboração Políticos palestinos dizem que, para que as eleições ocorram no dia 9 de janeiro, Israel precisará colaborar. "Para podermos realizar as eleições, Israel terá de tomar uma série de medidas, inclusive permitir as eleições em Israel", disse Hasan Abu-Libdeh, chefe de gabinete do primeiro-ministro Ahmed Korei. Um dos pontos mais delicados nessa questão é Jerusalém. "As autoridades palestinas não vão aceitar realizar uma eleição sem a participação de Israel", acredita Aref Hajjawi, analista e diretor do Instituto de Mídia da Universidade de Berzeit. |
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