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Lula precisa 'melhorar seu futebol', diz Economist | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva "precisa melhorar o seu futebol" a partir da metade do mandato, diz a edição desta semana da revista Economist, que chega às bancas nesta sexta-feira. Usando metáforas futebolísticas, a revista de tendência liberal argumenta que a equipe de Lula está terminando o "primeiro-tempo com ligeira vantagem, mas há razões para preocupação". Entre os sinais perturbadores, a Economist cita a alta dos juros provocada pelo medo da inflação, o número de projetos importantes parados no Congresso e o resultado das eleições municipais, que teria provocado divisão entre os aliados de Lula e unido seus adversários. "Vai ser preciso mais do que uma preleção de vestiário para aumentar a vantagem (do governo) até o apito final e a próxima eleição presidencial", afirma a Economist. Revanche da esquerda Na avaliação da revista, o governo sofreu "sérias derrotas" nas eleições, como em São Paulo e Porto Alegre, apesar de os partidos da coalizão terem vencido em dois terços dos municípios. "O resultado das eleições municipais parece mostrar à primeira vista uma revanche da esquerda do PT, que há tempos vem reclamando das políticas fiscal e monetária apertadas." Na opinião da Economist, a primeira tarefa de Lula agora deveria ser tentar reparar os danos causados pelas campanhas eleitorais nas alianças do governo. A revista também argumenta que "seria uma pena" se as derrotas eleitorais do PT deixassem o partido mais cauteloso, "sobretudo em relação à autonomia do Banco Central e à reforma trabalhista". "Se for sábio, Lula vai passar a segunda metade do seu mandato no ataque e não na defesa", conclui a Economist. |
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