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Derrota do PT nas eleições reforçaria radicais, diz Economist | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A revista The Economist que chega às bancas nesta sexta-feira traz artigo sobre as eleições municipais no Brasil, e diz que elas serão um "teste para um PT mais rico e slicker (palavra que pode ser traduzida como mais esperto ou mais bem arrumado)". "O resultado não afetará diretamente o governo Lula, mas terá ressonância nacional", diz a revista. "Qualquer coisa que se parecer com uma derrota desmoralizaria o partido e reforçaria sua ala radical, que se opõe ao rigor macroeconômico de Lula". Segundo a Economist, "se o PT se sair bem, 2005 pode ser o ano mais produtivo da presidência de Lula. Há reformas pendentes para executar, como a Lei de Falências, medida para estimular investimento em obras públicas e conversa de passos mais ambiciosos. Some-se milhões de escolhas locais e elas podem ter efeito nacional." Finanças A Economist relata os avanços do PT e diz que desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, o partido passou adiante dos adversários em organização e recursos financeiros. "No entanto, essa máquina bem afinada pode não produzir uma vitória decisiva", diz. A revista observa que o PT pode perder o "maior prêmio, a cidade de São Paulo". O secretário-geral do partido, Silvio Pereira, é citado pela revista, prevendo ser capaz de anunciar "uma vitória apertada", mantendo as grandes cidades e fazendo incursões em outras menores. Pereira prevê que o partido terá pelo menos 500 prefeitos, comparados aos atuais 167. A eleição municipal, segundo a Economist, vai dar o cenário para a segunda metade do mandato de Lula, que "vai consistir em uma breve oportunidade para fazer reformas sérias, seguida" de um período frenético "antes das eleições gerais de 2006". Principais partidos Segundo a revista, a popularidade de Lula e a economia em recuperação vão ajudar o PT. Mas o artigo observa que, no Brasil, as eleições municipais são voltadas para "assuntos locais, personalidades e alianças". A Economist diz que o PT pode perder São Paulo, mas pode superar a perda se tiver bom desempenho em outras cidades. O artigo diz também que nas 96 maiores cidades – 29 delas já administradas pelo PT –, o partido melhorou sua posição nas pesquisas nas últimas semanas, "um sinal de que o seu profissionalismo e a recuperação da economia estão ajudando". O PSDB está à frente de 20 prefeituras, acrescenta. "As eleições podem consolidar o papel do PT e do PSDB como os principais partidos no Brasil." |
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