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Brasil é gigante que começa a se 'mexer', diz 'Economist' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A política externa do governo Luiz Inácio Lula da Silva está fazendo o Brasil mudar sua imagem de um "gigante gentil e introvertido" no cenário internacional, de acordo com a revista britânica The Economist. Em uma reportagem intitulada "Um gigante se mexe", a revista afirma que o Brasil está "fazendo um lance pelo status de grande potência", mas pergunta: "Que tipo de potência ele quer ser?". "É uma força (militar) pequena, mas de enorme significado simbólico", diz a Economist, referindo-se ao envio de 1,2 mil soldados brasileiros ao Haiti, apresentado como um exempo da nova postura ativa do Brasil na política internacional. Mas essa postura apresenta um paradoxo, na avaliação da revista. "Por um lado, o desejo mais caro ao Brasil é o de mitigar o domínio dos Estados Unidos em assuntos globais e dessa maneira incrementar a influência brasileira", diz o texto. "Por outro, o novo ativismo do Brasil com freqüência, ainda que não sempre, coincide com os interesses dos Estados Unidos." A revista cita os casos da Venezuela, da Colômbia e da Bolívia, onde o Brasil tem procurado se envolver na busca de soluções para crises, como exemplo de iniciativas que vêm ao encontro do desejo americano de manter a estabilidade democrática na América do Sul. "Os dois às vezes apóiam rivais nesses lugares, mas essa é a origem da utilidade do Brasil" para os americanos, diz a revista. A Economist diz, no entanto, que há potenciais pontos de fricção nas relações entre os dois gigantes da América. Por exemplo, o fato de que "o Brasil se recusou a permitir inspeções em suas centrífugas para enriquecer urânio". |
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