|
Resultado de eleições pode condicionar reeleição de Lula, diz 'El País' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As eleições municipais no Brasil estão sendo consideradas por analistas políticos como uma prova para o governo de Lula e poderiam condicionar a reeleição do presidente, diz o jornal espanhol El País, na sua edição desta sexta-feira. O diário afirma que "o mais importante triunfo é em São Paulo, capital econômica do país". "Há quem considere, simbolicamente, as eleições dessa cidade como 'o terceiro turno das presidenciais'", escreve o correspondente do El País no Rio de Janeiro, Juan Arias. O jornal britânico Financial Times também descreve as eleições deste domingo como "uma avaliação de Luiz Inácio Lula da Silva e de sua ortodoxa política econômica". "Em um país tão vasto, os prefeitos não são essenciais apenas para aplicar a política do governo central, mas podem ser cruciais para o provável anúncio de reeleição do presidente", escreve o correspondente Raymond Colitt, de São Paulo. Blair Os jornais da Grã-Bretanha destacam a notícia de que o primeiro-ministro Tony Blair passa por uma cirurgia nesta sexta-feira para acertar um problema de arritmia cardíaca. O diário The Daily Telegraph afirma que Blair "chocou o mundo político ontem à noite (quinta-feira) ao anunciar que estava indo para o hospital para o tratamento do coração". "Blair queria colocar de lado especulações sobre seu futuro e insistiu que seu problema cardíaco não o impediria de continuar trabalhando", escreve o jornal The Guardian. O jornal The Times destaca ainda que o primeiro-ministro falou sobre sua intenção de concorrer a um terceiro mandato. "Se ele for adiante até novembro de 2008, ele vai se igualar aos 11,5 anos de Margaret Thatcher em Downing Street", diz. Debate Em editorial, o jornal americano The New York Times comenta o primeiro debate entre os candidatos John Kerry e George W. Bush, ocorrido na quinta-feira. Para o diário, aqueles que estavam esperando que os candidatos cometessem "erros fatais ou deixassem o outro gaguejando", o "evento foi, obviamente, um empate". "Mas se a questão era se o senador John Kerry se apresentaria presidencial, se apresentaria suas posições de forma clara e sucinta e manteria o presidente Bush na defensiva na questão do Iraque, Kerry entregou a mercadoria." Segundo o New York Times, a linguagem corporal de Bush mostrou-se, algumas vezes, "petulante". O jornal Washington Post afirma que ambos os candidatos "atuaram com suficiente credibilidade para manter os eleitores ligados no próximo debate". O diário diz, no entanto, que Bush foi "habilidoso e rígido" ao apontar as "mensagens mistas" de Kerry quanto à guerra no Iraque. "Kerry pareceu não ter uma resposta para esse desafio. Seu argumento de que 'a guerra real contra o terrorismo é no Afeganistão contra Osama Bin Laden' não pareceu convincente para nós, assim como a repetitiva insistência de Bush de que o sucesso no Iraque e em outras frentes é igualmente vital para a segurança dos Estados Unidos." |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||