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Brasileiros buscam empregos no interior, diz 'NYT' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil é destaque no The New York Times, que afirma que, para encontrar empregos, muita gente está deixando as grandes cidades do país. “Um número crescente de brasileiros está encontrando dificuldades cada vez maiores para conseguir bons empregos em grandes áreas metropolitanas como São Paulo e Rio de Janeiro e estão se dirigindo a outros lugares”, diz a reportagem. “Graças ao boom do setor agrícola e a emergência em anos recentes de centros industriais especializados em cidades pequenas e médias, o vasto, mas ainda pouco populoso interior do Brasil está gerando empregos em um ritmo mais rápido que os centros urbanos pela primeira vez em gerações.” Um resultado disso, segundo o diário nova-iorquino, é que moradores do meio rural estão muito menos inclinados a levar suas famílias para uma vida de incertezas nos centros urbanos – como fez a família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “que estava em uma das primeiras ondas a chegar a São Paulo”. Seqüestradores suavizados O Los Angeles Times publica uma reportagem de primeira página sobre os participantes do seqüestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick no Rio de Janeiro, em 1969. De acordo com o diário, os esquerdistas que participaram da ação “amadureceram” e “se suavizaram” e hoje estão integrados como membros respeitados e estabelecidos da sociedade. Entre eles, o jornal cita o jornalista Franklin Martins, o deputado Fernando Gabeiro e o historiador Cid Benjamin. A reportagem lembra que, na época, os seqüestradores de Elbrick foram várias vezes qualificados como “terroristas” – mas até hoje afirmam que o embaixador era um alvo legítimo por representar um país que apoiava a junta militar que governava o Brasil em uma ditadura. “Suas ações, dizem eles, deferem da atual onda de seqüestros de trabalhadores estrangeiros no Iraque ou no cerco da escola na Rússia”, afirma o Los Angeles Times. Refém Na Grã-Bretanha, as imagens de Kenneth Bigley, que está sendo mantido como refém no Iraque, fazendo um apelo ao primeiro-ministro Tony Blair ocupam as capas de todos os principais jornais. O The Independent afirma que “tormento sofrido por Bigley é impossível de imaginar” e que o caso gera perspectivas muito ruins para o futuro do envolvimento britânico no Iraque. O The Sun, diário popular que tem a maior circulação do país, afirma que a solução desta crise representa a “pior e mais solitária hora” de Blair, mas insta o premiê a “permanecer firme” em face à chantagem. A opinião é compartilhada pelo diário The Daily Telegraph, para quem não deve permitir que Abu Musab al-Zarqawi, acusado de comandar os seqüestradores, “também tome a política britânica no Iraque como refém”. Mas o The Independent concorda com a afirmação da família do refém, segundo a qual Blair é culpado pela situação em que Bigley se encontra, por ser o responsável final pelo envolvimento britânico no Iraque. “Que nem Blair nem ninguém mais possa exercer a menor influência na situação desesperada que ele fez tanto para precipitar é uma medida da impotência de todo tipo de autoridade em quase todo o Iraque”, diz o jornal em editorial. Em uma reportagem, o The Independent diz que Blair foi alertado de que sua "fixação" com o Iraque pode lhe custar três milhões de votos nas próximas eleições. Bush e as mulheres Outro jornal americano, o The Christian Science Monitor, afirma que o presidente George W. Bush está ganhando espaço entre as mulheres do país – um segmento do eleitorado tradicionalmente dominado pelos democratas. De acordo com o diário de Boston, os avanços vêm sendo obtidos porque muitas mulheres, tradicionalmente mais preocupadas com temas como a saúde e educação, estão sendo convencidas pela ênfase que os republicanos vêm dando ao tema da segurança contra ataques terroristas. “Se esta tendência se mantiver, Bush vai quase certamente vencer.” Já o britânico The Guardian, em uma reportagem sobre o mesmo tema, diz que Bush tem procurado passar uma imagem de “hipermasculinidade” para atrair o voto feminino – especialmente das mulheres solteiras. Mas o jornal afirma que esse grupo está cada vez mais devotado ao democrata John Kerry. Por outro lado, segundo o The Guardian, pesquisas mostram que o presidente tem a preferência das mulheres casadas. |
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