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Bush e Annan explicitam diferenças sobre Iraque, diz 'LA Times' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal americano Los Angeles Times afirma que os discursos do presidente George W. Bush e do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, na Assembléia Geral da ONU mostraram as diferenças de opiniões que existem a respeito do Iraque. Enquanto Bush defendeu a invasão para derrubar Saddam Hussein, diz o jornal, Annan disse que os países que querem instituir a hegemonia da lei deveriam antes de tudo respeitar as leis eles mesmos. Já o britânico Financial Times observa que Bush procurou deixar claro que o mundo dispõe no momento de uma "tremenda oportunidade", dizendo que a devolução da soberania no Iraque e as iminentes eleições no Afeganistão são provas da difusão da liberdade no mundo muçulmanto. Por sua vez, em um "forte contraste", nas palavras do jornal, Kofi Annan fez um "alerta sombrio" a respeito do estado em que se encontram as leis internacionais. Diplomático ou conflitivo? Diferentes jornais apresentaram interpretações conflitantes do discurso de Bush na Assembléia Geral da ONU. O Los Angeles Times afirma em editorial que Bush procurou adotar um tom conciliatório, bastante apropriado para o meio diplomático em que se encontrava. O editorial diz que o discurso do presidente americano esteve “muito longe do alerta feito em 2002 de que a ONU se tornaria ‘irrelevante’ ao ignorar a ameaça representada por Saddam Hussein” e “prestou merecida homenagem a funcionários da ONU que ajudarão a realizar eleições e a reconstruir o Iraque”. Já o The New York Times critica Bush por levar à ONU “um discurso de campanha inexplicavelmente provocativo que passou por cima da atual situação difícil do Iraque para uma audiência bastante consciente do real estado das coisas”. “O discurso teria gerado cumprimentos e em uma convenção republicana que lhe adora, mas pareceu não ter efeito em uma sala cheia de líderes mundiais com faces inalteradas”, diz o jornal em seu editorial. Kirchner e o Fundo A Assembléia Geral da ONU também é destaque na Argentina, onde os jornais estampam em suas primeiras páginas o discurso feito pelo presidente Néstor Kirchner no qual ele deu continuidade às suas rusgas com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo o Clarín, Kirchner “foi duro em suas críticas ao Fundo”, afirmando que o órgão mudou de rumo e passou de “prestador de incentivos a credor que exige privilégios”. O jornal afirma que no momento em que Kirchner começou a tecer suas críticas, com um tom de voz cada vez mais elevado, “se notava um clima de maior atenção na sala da Assembléia Geral e o tradicional murmúrio que acompanham os discursos da tarde havia caído alguns decibéis”. Já o La Nación afirma em editorial que as declarações que Kirchner vem fazendo nos Estados Unidos deveriam servir para uma reflexão não só de líderes mundiais, mas também na própria Argentina, a respeito do combate à fome e à pobreza. “Deveríamos tentar estabelecer o que nós, argentinos, estamos fazendo hoje para promover as reformas estruturais necessárias para que nosso país comece a crescer com vigor renovado”, diz o editorial. |
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