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Blair foi 'manipulador e evasivo' sobre Iraque, diz 'Independent' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal britânico The Independent diz que o discurso de Tony Blair na terça-feira, durante conferência do Partido Trabalhista, foi "manipulador e evasivo" no que disse respeito ao Iraque. O discurso dominou a manchete dos jornais da Grã-Bretanha, que destacaram especialmente a afirmação de Blair de que se desculpava pelos erros de informação sobre as supostas armas de destruição em massa do Iraque, mas não pela deposição de Saddam Hussein. "E a respeito do desastre que se seguiu, Blair emprestou um truque do manual de Bush, fundindo as intervenções no Iraque e no Afeganistão como se elas fossem igualmente válidas e suas lições pudessem ser transpostas", diz o Independent. O The Guardian também fez restrições ao trecho do discurso que falou do Iraque, mas saudou "o contido pedido de desculpas e a honesta admissão de falibilidade" de Blair como importantes sinais. O The Times, por sua vez, afirma que Blair tentou "reanimar o Partido Trabalhista para a batalha em busca de um terceiro mandato ao admitir que sua decisão de ir à guerra com o Iraque desgastou a confiança no governo". Em editorial, o diário diz que, no total, o discurso de Blair "não teve um tema" e ficou aquém de outros feitos anteriormente pelo primeiro-ministro britânico. Debate nos EUA O jornal The Christian Science Monitor, de Boston (EUA), afirma que é o democrata John Kerry quem vai estar sob maior pressão no debate com o presidente George W. Bush nesta quinta-feira em Miami. Para o diário, Bush vai subir ao palco com uma "firme vantagem", já que lidera várias pesquisas de opinião de voto e tem visto suas mensagens anti-Kerry serem bem recebidas pelos eleitores. Mas o jornal também destaca que o debate é uma grande oportunidade para Kerry neutralizar esta estratégia, convencendo os espectadores de que tem capacidade de liderança. O The Christian Science Monitor também publica uma pesquisa feita nos últimos dias que mostra que os dois candidatos estão empatados na preferência dos eleitores com 45% das intenções de voto. Já o Miami Herald diz que tanto Bush quanto Kerry deveriam aproveitar o debate na cidade, que gosta de se ver como o "portal das Américas", para esclarecer o que pensam a respeito da America Latina. "Infelizmente, a política americana para a região tem sido virtualmente ignorada pelos candidatos durante uma campanha que já está nas suas semanas finais." E o The New York Times publica um artigo do ex-vice-presidente Al Gore (derrotado por Bush em 2000) dando um conselho para seu colega de partido John Kerry: para ganhar o debate, o segredo é se concentrar no "fracasso catastrófico" que, em sua opinião, é o governo atual. Iraque O Los Angeles Times afirma que Bush e Kerry chegam ao debate "enfrentando desafios cada vez mais intensos à credibilidade em relação ao Iraque". Como os dois candidatos têm feito fortes acusações recíprocas sobre o tema, eles se encontram "na situação incomum em que ambos se encontram na defensiva a respeito do mesmo tema". Por sua vez, o Washington Post afirma que há um crescente pessimismo nas agências de segurança americanas em relação ao Iraque. De acordo o jornal, pessoas que estão lidando diretamente com a insurreição "acreditam que a rebelião é mais profunda e mais difundida do que vem sendo admitido publicamente". "O melhor que podemos esperar é um Estado quase falido se virando com terroristas e uma sucessão de governos fracos", afirma um ex-agente da CIA citado pelo jornal. Massacre Na Argentina, os jornais refletem o choque sentido no país com o massacre de três estudantes por um colega em uma escola na cidade de Patagones. O Clarín publica uma primeira página com imagens de estudantes chorando e a manchete "Horror na sala de aula". O Página 12 faz referência a casos semelhantes ocorridos nos Estados Unidos e chamam o caso de Bowling for Patagones, em um trocadilho com o título em inglês do filme Tiros em Columbine (Bowling for Columbine). O La Nación diz que o aluno que realizou o massacre é descrito por seus colegas como um jovem "retraído, tranqüilo e diferente" que não tem muitos amigos. Segundo o jornal, ele havia escrito em sua mesa a seguinte frase: "Se alguém encontrou o sentido da vida, por favor escreva-o aqui". |
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