|
Agência nuclear pede dinheiro para novos equipamentos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os sistemas de computador usados para monitorar as instalações nucleares em todo o mundo são tão obsoletos que estão prejudicando o trabalho dos inspetores. Há duas semanas, inspetores da agência estiveram no Estado do Rio, em visita à planta de enriquecimento de urânio da Fábrica de Combustível Nuclear de Resende, e vão anunciar até o mês que vem se dão respaldo ao início das operações de enriquecimento de urânio na fábrica, que ainda não começaram. Um porta-voz da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse que a tecnologia atual pode permitir o vazamento de informações-chave e tem mais de 20 anos de idade. Esses sistemas são o único método de rastrear material nuclear em todo o mundo. A agência fez um apelo por mais fundos para atualizar seu equipamento. Custo A AIEA estima que o custo total para um projeto para fazer o upgrade de sua tecnologia em quatro anos seria de US$ 40 milhões. Até agora, ela recebeu apenas US$ 11 milhões dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. "É necessário uma grande revisão do nosso sistema para permitir que os inspetores tenham acesso online seguro e imediato à informação", disse o gerente de projeto Livio Costantini. Inspetores da AIEA fazem cerca de 3 mil visitas por ano a mais de 900 instalações nucleares em todo o mundo. Eles verificam relatórios oficiais sobre atividades nas usinas, fazem controle ambiental, e também procuram por sinais de que material nuclear está sendo transferido ilegalmente para dentro ou para fora das instalações. O sistema de computadores que os inspetores usam atualmente para comparar informações de visitas anteriores, por exemplo, foi construído nos anos 70 e se baseia em grande parte no uso de papel. Um porta-voz da AIEA disse que esse método é ineficiente e faz da busca por irregularidades o mesmo que procurar uma agulha em um palheiro. A organização quer começar um upgrade no sistema em novembro, com o objetivo de dar aos inspetores que estão em campo acesso online seguro a informações sobre inspeções anteriores, desenhar projetos de instalações nucleares e até observar imagens de satélites das instalações. Quando possível, a agência espera ligar o sistema com os registros de cada país sobre a importação e a exportação de materiais nucleares. Um dos especialistas em computadores da AIEA, Peter Smith, disse que gostaria de poder incorporar as mais modernas técnicas de vizualização a seu trabalho, como aquelas que são familiares a usuários de vídeo-game. "Se nós pudéssemos ter isso em nossos laptops, poderíamos caminhar pela usina vendo, no próprio laptop, como as instalações deveriam ser", disse. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||