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FMI: Brasil é dos que menos crescem entre emergentes | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Quase todos os países da América Latina devem crescer mais do que o Brasil este ano, segundo as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI). A exceção é o México, cujo Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer os mesmo 4% que o Brasil, de acordo com as projeções divulgadas nesta quarta-feira. O FMI prevê ainda que o Brasil continua a estar entre as economias em desenvolvimento com previsão de crescimento mais modesto. Para a América Latina como um todo, a previsão do FMI é que o Produto Interno Bruto (PIB) vai se expandir em 4,6% em 2004. 'Saudável' Para os países em desenvolvimento da Ásia, o FMI prevê crescimento de 7,6% este ano e para os da Europa Central e do Leste, 5,5%. Questionado a respeito da comparação do desempenho brasileiro com o de outros emergentes, o economista-chefe do FMI, Raghuram Rajan, disse que o crescimento do Brasil está num nível "saudável". "Claro que creser mais é sempre melhor, mas acreditamos que o Brasil está reforçando sua economia e lançando as bases para um crescimento sustentável de longo prazo", disse Rajan. O economista elogiou as recentes altas de juros promovidos pelo Banco Central na economia brasileira. "Devido ao risco de possíveis efeitos da alta do petróleo, o Brasil acertou ao agir preventivamente", afirmou. Diferenças As escolhas feitas pelo governo brasileiro para conduzir a economia explicariam o crescimento menor, segundo analistas. “O Brasil adotou uma política monetária contracionista, com grandes superávits primários e altos juros. Assim não há como crescer muito”, diz o diretor executivo do Centro de Pesquisas de Economia e Política, de Washington, Dean Baker. O economista observa que a Argentina está crescendo muito, mas não está pagando as suas dívidas e, portanto, tem recursos para promover o crescimento. Baker acha os 4% de expansão previstos pelo FMI plausíveis, mas insuficientes para as necessidades do Brasil. Mercosul Segundo as previsões do FMI, a Argentina deve continuar seu processo de recuperação com um expressivo crescimento de 7% enquanto no Uruguai, a expansão deve bater em 10%. Mas os dois países não são boas bases de comparação com o Brasil porque ainda estão se recuperando da séria recessão de 2002, quando a economia Argentina encolheu 10,9% e a Uruguaia 11%. Naquele ano, o PIB brasileiro cresceu inexpressivos 1,9%. Na Argentina “a recuperação econômica continua mas as reformas estruturais estão atrasadas (...) e recentes informações sugerem que expansão econômica está desacelerando”. A previsão para a economia da Venezuela é de crescimento de 12,1%, mas além de estar saindo de uma séria crise, os números do país também são favorecidos pelos altos preços do petróleo, seu principal produto de exportação. A previsão de crescimento para o Chile é de 4,9% em 2004 e 4,7% em 2005, também um pouco superior ao Brasil. |
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