BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 29 de setembro, 2004 - 15h29 GMT (12h29 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
FMI: Brasil é dos que menos crescem entre emergentes

o economista-chefe do FMI, Raghuram Rajan
Para o economista-chefe do FMI, Raghuram Rajan, crescimento do Brasil é 'saudável'
Quase todos os países da América Latina devem crescer mais do que o Brasil este ano, segundo as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A exceção é o México, cujo Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer os mesmo 4% que o Brasil, de acordo com as projeções divulgadas nesta quarta-feira.

O FMI prevê ainda que o Brasil continua a estar entre as economias em desenvolvimento com previsão de crescimento mais modesto.


Para a América Latina como um todo, a previsão do FMI é que o Produto Interno Bruto (PIB) vai se expandir em 4,6% em 2004.

'Saudável'

Para os países em desenvolvimento da Ásia, o FMI prevê crescimento de 7,6% este ano e para os da Europa Central e do Leste, 5,5%.

Questionado a respeito da comparação do desempenho brasileiro com o de outros emergentes, o economista-chefe do FMI, Raghuram Rajan, disse que o crescimento do Brasil está num nível "saudável".

"Claro que creser mais é sempre melhor, mas acreditamos que o Brasil está reforçando sua economia e lançando as bases para um crescimento sustentável de longo prazo", disse Rajan.

O economista elogiou as recentes altas de juros promovidos pelo Banco Central na economia brasileira.

"Devido ao risco de possíveis efeitos da alta do petróleo, o Brasil acertou ao agir preventivamente", afirmou.

Diferenças

As escolhas feitas pelo governo brasileiro para conduzir a economia explicariam o crescimento menor, segundo analistas.

“O Brasil adotou uma política monetária contracionista, com grandes superávits primários e altos juros. Assim não há como crescer muito”, diz o diretor executivo do Centro de Pesquisas de Economia e Política, de Washington, Dean Baker.

O economista observa que a Argentina está crescendo muito, mas não está pagando as suas dívidas e, portanto, tem recursos para promover o crescimento.

Baker acha os 4% de expansão previstos pelo FMI plausíveis, mas insuficientes para as necessidades do Brasil.

Mercosul

Segundo as previsões do FMI, a Argentina deve continuar seu processo de recuperação com um expressivo crescimento de 7% enquanto no Uruguai, a expansão deve bater em 10%.

Mas os dois países não são boas bases de comparação com o Brasil porque ainda estão se recuperando da séria recessão de 2002, quando a economia Argentina encolheu 10,9% e a Uruguaia 11%. Naquele ano, o PIB brasileiro cresceu inexpressivos 1,9%.

Na Argentina “a recuperação econômica continua mas as reformas estruturais estão atrasadas (...) e recentes informações sugerem que expansão econômica está desacelerando”.

A previsão para a economia da Venezuela é de crescimento de 12,1%, mas além de estar saindo de uma séria crise, os números do país também são favorecidos pelos altos preços do petróleo, seu principal produto de exportação.

A previsão de crescimento para o Chile é de 4,9% em 2004 e 4,7% em 2005, também um pouco superior ao Brasil.

RefinariaPetróleo
Saiba mais sobre o mercado mundial do produto.
Brigitte Bardot Em imagens
Brigitte Bardot comemora 70 anos de idade.
Cores nativas
Desfile marca abertura do Museu do Índio Americano.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade