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Atualizado às: 29 de setembro, 2004 - 15h36 GMT (12h36 Brasília)
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Países ricos, petróleo e inflação preocupam FMI

New York
FMI reviu para baixo previsão de crescimento dos EUA
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu para baixo a expectativa de crescimento da economia americana, dos 4,6% previstos na reunião de abril para 4,3% no documento Panorama Econômico Mundial, divulgado nesta quarta-feira.

Mas apesar de esperar uma desaceleração no crescimento da maior economia do mundo, o FMI ainda elevou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial de 4,6% (estimativas de abril) para 5% agora.

"Embora o crescimento da economia mundial tenha sido mais forte do que o inicialmente esperado no primeiro trimestre (de 2004), o ritmo da expansão parece ter perdido impulso e ter se reduzido", avalia o FMI.


O Fundo também identifica a "vulnerabilidade a choques do mercado de petróleo" e pressões inflacionárias "mais fortes do que as previstas" como os principais riscos de curto prazo para a economia mundial.

EUA

"O crescimento da economia em países importantes, como o Japão e os Estados Unidos está bem abaixo das expectativas", afirma o relatório.

Mesmo com a desaceleração americana, o FMI diz que o crescimento mundial continua a "ser conduzido pelos Estados Unidos com forte apoio da Ásia".

O FMI diz que o aumento no crescimento dos países industrializados depende de uma forte redução na taxa de desemprego.

"(Nos Estados Unidos) o consumo pessoal caiu significativamente refletindo uma combinação de preços mais altos do petróleo, um aumento do emprego menor do que o esperado e uma grande queda nas compras de bens de consumo duráveis", nota o FMI.

Europa

Segundo o FMI, o crescimento econômico na zona do euro "finalmente ganhou algum impulso, com uma projeção de crescimento de 2,2% em 2004".

O fundo observa, no entanto, que os números combinados para toda a região escondem grande diferenças de desempenho de país para país.

"A composição do crescimento, principalmente, varia muito de país para país, com forte influência da demanda doméstica na França e na Espanha, fator que é mais fraco na Itália e inexistente na Alemanha."

O FMI também adverte que todos os países industrializados – e, em especial, os europeus – têm de dar atenção urgente à reforma de suas previdências sociais para adaptá-las ao crescimento de suas populações.

Petróleo

O relatório diz que a "capacidade ociosa" de produção de petróleo está em um nível "historicamente baixo".

"Um aumento consistente de US$ 5 no barril do petróleo tende a reduzir o crescimento global em 0,3 ponto porcentual. Trata-se de um problema sério principalmente para países importadores de petróleo altamente endividados, como as Filipinas e a Turquia, e para vários países pobres", diz o FMI.

Em relação às pressões inflacionárias, o fundo observa que elas são parcialmente compensadas pela desaceleração no crescimento da economia.

"Um aumento na inflação poderia provocar aumentos dos juros maiores do que os previstos. Isso não seria grande problema para o mercado financeiro, mas podem prejudicar o setor imobiliário, que vem mostrando movimentos surpreendentemente semelhantes em todo o mundo", diz o FMI.

Mercado imobiliário

O diretor executivo do Centro de Pesquisas de Economia e Política, de Washington, Dean Baker, acredita que o FMI está subestimando os riscos apresentados pela fragilidade dos mercados imobiliários.

O economista diz que as taxas de juros de longo prazo – acima de 10 anos – estão em um baixa histórica de 4% e vão ter de subir significativamente mais cedo ou mais tarde.

"Nós vamos ter um aumento nas taxas de juros e quando isso acontecer vamos estourar a bolha imobiliária e vamos ter sérios problemas aqui nos Estados Unidos. Não sei porque o FMI não chama mais atenção para isso", avalia Baker.

"Se a bolha do mercado imobiliário estourar, podemos ter uma recessão séria aqui nos Estados Unidos, com impactos em todo o mundo."

Vulnerabilidades fiscais

Entre os riscos de médio prazo da economia mundial, o FMI destaca as vulnerabilidades fiscais "tanto em países industrializados quanto nos emergentes" e os desequilíbrios globais, "notadamente o grande déficit na conta corrente (nas transações com o exterior, incluindo balança comercial) dos Estados Unidos".

"O déficit em conta corrente dos Estados Unidos continuou a aumentar no primeiro semestre de 2004 e, apesar da recente desvalorização do dólar, o déficit deve permanecer acima de 4% no médio prazo", avalia o FMI.

"A questão não é se as contas americanas vão se ajustar – elas vão – e sim como e quando isso vai acontecer e, principalmente, se o ajuste vai ser acompanhado de um ajuste também nas taxas de câmbio", diz o fundo.

Em relação à questão fiscal, o FMI destaca a necessidade de aprofundamento nas reformas dos sistema de previdência social e de saúde pública.

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