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Petróleo passa dos US$ 50 e sauditas elevam produção | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O preço do petróleo ultrapassou a marca dos US$ 50 pela primeira vez em negociações feitas no mercado asiático nesta terça-feira. Depois do recorde, a Arábia Saudita disse que vai aumentar a sua produção petrolífera para conter a alta dos preços. O ministro do Petróleo saudita, Ali Naimi, declarou que dois campos, que começaran a ser explorados recentemente, poderão ser usados para aumentar a produção diária de 9,5 milhões para 11 milhões diários. O preço do petróleo cru americano bateu em US$ 50,47, superando a marca já recorde de segunda-feira, quando fechou a US$ 49,64 nos Estados Unidos. Em Londres, o barril do tipo Brent fechou o pregão de segunda-feira a US$ 45,90, mas na terça-feira já chegou a US$ 46,80 – também um patamar recorde. Operadores dizem que o efeito dos furacões nos Estados Unidos e temores a respeito da situação política na Nigéria, especialmente nas áreas produtoras de petróleo do país, estavam adicionando pressão extra aos preços. Mais altas A Shell e a Agip, duas das maiores empresas petrolíferas do mundo, retiraram do sul do Delta do Níger seus funcionários que faziam tarefas consideradas não-essenciais. “Os problemas na Nigéria obviamente se tornaram mais graves”, disse Robert Laughlin, um negociador de petróleo da GNI-Man Financial. Há um mês, o governo lançou uma ação contra um grupo que as autoridades dizem ser responsável por contrabando - o grupo afirma estar defendendo seus direitos sobre a região em que vivem, que é rica em pretróleo. Outros motivos de preocupação no mercado são os recentes choques entre forças de segurança da Arábia Saudita e militantes islâmicos na capital do país, Riad. Os preços do petróleo já estavam sendo jogados para o alto por outros fatores, como a instabilidade no Oriente Médio, os furacões no Caribe e o aumento da demanda global fomentado pela retomada do crescimento econômico em vários países. John Kilduff, vice-presidente-sênior para a área de energia da Fimat USA, disse acreditar que os preços vão passar de US$ 51 nos próximos dias. |
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