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Atualizado às: 28 de setembro, 2004 - 08h50 GMT (05h50 Brasília)
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Entenda por que o preço do petróleo está subindo
Refinaria de petróleo na Colômbia
Distúrbios na Nigéria e ação dos furacões são alguns dos fatores
O preço do petróleo voltou a bater recordes e passou da marca histórica de US$ 50 o barril.

A alta no valor dos combustíveis pode provocar inflação, restringir o crescimento econômico e atingir grande parte dos países do mundo, inclusive o Brasil.

Segundo analistas, os mais recentes fatores que estão pressionando os preços do petróleo são distúrbios na Nigéria e na Arábia Saudita e furacões na região do Golfo do México.

Entenda quais são os principais fatores que estão pressionando os preços:

Furacões e conflitos

O furacão Ivan afetou duramente o Golfo do México, que é rico em petróleo.

Para analistas, a estação de furacões atrapalhou a produção de petróleo dos Estados Unidos e aumentou as preocupações sobre uma interrupção potencial de oferta nos EUA.

Entre os temores está a idéia de que problemas de produção desequilibrem ainda mais a relação entre oferta e demanda.

Outra questão que está pressionando os preços recentemente são os conflitos na Nigéria.

O que preocupa é a ação das milícias na região do Delta e a ameaça de que os distúrbios possam alcançar toda a região sul do país, que é produtora de petróleo.

Recentemente, trabalhadores do setor foram aconselhados a deixar a Nigéria por causa da violência.

Problemas de violência em países como Arábia Saudita - maior exportador do mundo - e no Iraque - que detém a segunda maior resrva do munco - também têm contribuído para ampliar a tensão e sido apontados como um dos motivos da atual alta.

Aumento da demanda

Esses novos fatores se somam a um cenário de expansão econômica global que tem provocado o que a Agência Internacional de Energia considera o maior aumento na demanda por petróleo em 16 anos.

Além da demanda maior do que a esperada em países industrializados, o crescimento acelerado da China ampliou ainda mais essa necessidade de combustível.

Na China, a demanda hoje é 20% maior que no ano passado. Analistas apostam que esse aumento continuará por muitos anos, até que o ritmo de expansão da economia chinesa seja reduzido.

Baixos estoques

A aproximação do inverno no Hemisfério Norte também preocupa, pois o aumento do consumo pode se somar às pressões de alta dos preços.

As companhias petrolíferas tentaram se tornar mais eficientes nos últimos anos, operando com estoques menores de petróleo.

Isso significa que há menos sobra para proteger o mercado contra interrupções no fornecimento.

Acontecimentos como a violência no Oriente Médio, tensões étnicas na Nigéria, greves na Venezuela e a crise da empresa de petróleo Yukos, na Rússia, tiveram um efeito maior sobre os preços do que teriam se os estoques fossem maiores.

Estratégia da Opep

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) é responsável por cerca de metade do petróleo exportado no mundo e costuma manter os preços nos níveis que deseja por meio de cortes ou aumento da produção.

No passado, os ministros da Opep costumavam esperar os preços baixarem antes de entrarem em acordo para reduzir a produção.

Mas agora a Opep tem agido de forma mais agressiva, anunciando cortes de produção preventivos quando sente que os preços vão cair.

Antes das atuais altas, o cartel decidiu por reduções na produção com base em previsões equivocadas sobre a demanda feitas por especialistas do mercado.

Especuladores

A combinação de baixos estoques com ações (ou a falta de ações) da Opep - além dos problemas com violência e clima - deixa o mercado exposto a súbitas altas de preço quando o fornecimento é ameaçado.

Isso não passou despercebido pelos especuladores profissionais do mercado.

Fundos de investimento e outros especuladores podem influenciar os preços por meio de apostas no mercado de petróleo.

Grandes variações e subidas rápidas dos valores do barril podem ser altamente lucrativas para esses investidores.

Limitações de refino

Os baixos estoques de gasolina nos Estados Unidos e a pressão sobre as refinarias americanas para aumentar a produção de novos tipos de gasolina também ajudaram a elevar os preços internacionais.

As regulamentações ambientais no país exigem gasolinas de nova graduação, o que pode variar de um Estado a outro.

A construção de indústrias para atender tantos mercados distintos é cara e pode influenciar no custos do produto.

Estrago causado pelo furacão JeanneFlórida
O furacação Jeanne causa destruição e mortes.
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