|
Milícia ameaça petroleiros na Nigéria | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milícias armadas avisaram os trabalhadores estrangeiros do Delta do Niger, na Nigéria, para sair da região. Os militantes deram prazo até 1º de outubro para que as companhias estrangeiras de petróleo suspendam a produção na região, caso contrário elas enfrentarão uma "guerra total". As milícias dizem estar lutando pela libertação do grupo étnico Ijaw. O governo do país diz que elas são, na verdade, uma gangue de contrabando de petróleo. A Nigéria é o 7º maior exportador de petróleo do mundo, mas 70% de sua população vive na miséria. Expatriados O líder da Força Voluntária do Povo do Delta do Niger, Dokubo Asari, disse à BBC que todos os estrangeiros devem deixar a região imediatamente. Segundo ele, o seu grupo não assume qualquer responsabilidade pelo que possa acontecer a um estrangeiro depois da divulgação do comunicado que ameaça aumentar a violência. Ele disse ainda que os expatriados – nessa região, eles são predominantemente os trabalhadores do setor de petróleo – poderão voltar apenas quando os problemas fundamentais sobre controle de riquezas e autodeterminação estiverem resolvidos. O grupo de Asari se concentrou na baía do rio State no início do ano e desde então centenas de pessoas já morreram em choques com a polícia, a marinha e gangues rivais. As lutas ficaram mais intensas neste mês depois que os militares lançaram uma grande operação contra o grupo. Na quinta-feira passada, a companhia petrolífera Shell evacuou mais de 200 de seus funcionário de áreas não essenciais que trabalhavam em dois poços de petróleo e gás por causa do aumento das tensões na região. No Delta do Niger está a maior parte das reservas de petróleo da Nigéria. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||