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Bush defende 'conservadorismo com compaixão' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
"Estou concorrendo à Presidência com um plano claro e positivo para construir um mundo mais seguro e um Estados Unidos com mais esperança. Estou concorrendo com base em uma filosofia do conservadorismo com compaixão: o governo deve ajudar as pessoas a melhorarem suas vidas e não tentar conduzir as vidas delas", disse o presidente, que apelou diretamente aos seus eleitores mais conservadores em vários momentos do discurso. "Estamos combatendo os terroristas em toda a Terra e não pelo orgulho ou pelo poder, mas porque a vida de nossos cidadãos está em jogo. Nossa estratégia é clara." Durante seu discurso, Bush também atacou diretamente diversas vezes seu adversário na disputa pela Casa Branca, o democrata John Kerry. Momentos depois do discurso de Bush, Kerry questionou o histórico de guerra tanto de Bush quanto do vice-presidente americano, Dick Cheney. "Eu não vou deixar que meu compromisso de defender esse país seja questionado por aqueles que se recusaram a servir quando eles deveriam tê-lo feito (em referência à Guerra do Vietnã) e por aqueles que enganaram a nação para ir atacar o Iraque", disse ele em Ohio. Kerry também disse que aqueles que levaram o país à guerra contra o Iraque são incapacitados para liderar o país. Interrupções Bush enumerou projetos que apresentou ao Congresso e que foram rejeitados por Kerry e criticou idéias defendidas pelo democrata - como o aumento dos impostos para alguns setores da população. "Esse é o tipo de promessa que um político costuma cumprir", ironizou Bush. O presidente também listou posições defendidas publicamente por Kerry, dizendo que elas não são de um candidato que tem um programa conservador - arrancando aplausos empolgados da platéia. Mas em dois momentos durante seu discurso, Bush foi obrigado a fazer pausas, depois de ter sido interrompido por manifestantes protestando. Os dois foram rapidamente retirados do recinto por seguranças. Mesmo tema O tema do "conservadorismo com compaixão" já foi utilizado pelo presidente na campanha eleitoral de 2000. O presidente prometeu reformas profundas se for reeleito para comandar o país pelos próximos quatro anos. "Muitos de nossos sistemas fundamentais, como o sistema tributário, o atendimento à saúde, os planos de aposentadoria e o treinamento de trabalhadores, foram criados para o mundo de ontem e não de hoje." "Vamos transformá-los para que todos os cidadãos tenham os instrumentos, a preparação e a liberdade para fazer suas próprias escolhas e ir atrás de seus sonhos". Na área de política externa, Bush reafirmou seu conpromisso em incentivar o desenvolvimento da democracia no Oriente Médio e citou o que considerou avanços obtidos na região, como no caso do Afeganistão. "Eu acredito no poder de transformação da liberdade", disse Bush. "O uso mais sábio da força dos Estados Unidos para avançar rumo à liberdade. À medida que os cidadãos do Afeganistão e do Iraque aproveitam o momento, seus exemplos vão mandar uma mensagem de esperança a toda a região", disse. |
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