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Vice Dick Cheney eleva tom de ataques a Kerry | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
"Mesmo depois de 11 de Setembro, o senador Kerry parece não ter entendido que o mundo mudou. Ele fala em uma guerra mais sensível contra o terrorismo, como se a Al-Qaeda fosse se impressionar como nosso lado mais suave. Ele declarou que na convenção do Partido Democrata que vai defender os Estados Unidos com força, mas só depois que formos atacados", disse o vice-presidente, formalmente nomeado para concorrer à reeleição poucas horas antes de subir ao palco. Mas Cheney também se distanciou dos ataques que têm sido feitos por grupos conservadores independentes contra Kerry, que o questionam seu histórico na guerra do Vietnã. Muitos acreditam que republicanos estejam por trás destes ataques, mas analistas dizem que eles podem acabar prejudicando a própria candidatura Bush. "Ele (Kerry) sempre fala de seu histórico no Vietnã e nós devemos honrá-lo por seu serviço lá. Mas há três décadas de história depois disso que temos de levar em consideração." Ataques É tradicional nas eleições americanas que o papel de atacar com mais vigor o adversário fique com o candidato a vice-presidente, para preservar a imagem do candidato presidencial junto aos eleitores moderados. Cheney é considerado por analistas especialmente apto para esta função porque ele já tem a antipatia quase unânime dos democratas e não tem ambições de concorrer à presidência no futuro - uma intenção comum entre vice-presidentes. Em relação ao seu adversário direto - o companheiro de chapa de John Kerry, John Edwards - Cheney não fez críticas diretas e apenas citou o senador em uma ironia que já havia usado em outras ocasiões. "As pessoas me dizem que o senador Edwards foi escolhido por sua beleza, seu sex appeal e seu maravilhoso cabelo. E eu respondo: como vocês acham que eu consegui este emprego?" "Terra de oportunidades" Cheney falou muito sobre a capacidade de liderança do presidente Bush na "guerra contra o terrorismo". Mas em uma noite de convenção que tinha como título "terra de oportunidades", Cheney reservou parte importante de seu discurso para um tema que tem aparecido pouco no encontro: a economia. "Oportunidades também dependem de uma economia vibrante e em crescimento. Quando o presidente Bush e eu assumimos nossos cargos, nossa nação estava mergulhando na recessão e os trabalhadores americanos estavam sufocados por impostos", disse o vice-presidente. "O presidente Bush trouxe o maior corte de impostos em uma geração e os resultados são claros. Os negócios estão criando empregos, as pessoas estão voltando a trabalhar, os juros de hipotecas estão baixos e nunca o número de americanos com casa própria foi tão alto. Os cortes de impostos de Bush estão funcionando", disse. O Partido Democrata é contra os cortes de impostos que, segundo a oposição, estariam favorecendo apenas as classes mais altas. O senador John Kerry já prometeu cancelar as mudanças, se for eleito. Empregos A convenção republicana deu voz também, na quarta-feira, a pequenos empresários que disseram estar investindo e criando empregos graças aos cortes de impostos promovidos pelo presidente. A secretária de trabalho de George W. Bush, Elaine Chao, subiu ao palco da convenção para garantir que empregos estão sendo criados e que a situação não é tão má quanto é apresentada pela mídia. "A taxa de desemprego hoje é mais baixa do que as médias dos anos 70, 80 e 90. E o presidente Bush não vai descansar enquanto até que todo americano que quiser um trabalho possa encontrá-lo." O presidente George W. Bush vem na quinta-feira para Nova York para aceitar a candidatura republicana em um discurso que encerra a convenção no Madison Square Garden. |
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