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Republicanos ignoram economia no 1º dia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Questões de segurança nacional e lembranças dos ataques de 11 de Setembro deram o tom do primeiro dia da Convenção Nacional do Partido Republicano, em Nova York, nesta segunda-feira. Tanto nos discursos dos principais oradores quanto nas dezenas de participações de outros membros menos conhecidos do partido, a "guerra ao terrorismo" e a ação no Iraque estiveram sempre presentes, mas as dificuldades econômicas enfrentadas pelos Estados Unidos ficaram de fora. Pesquisas mostram que a segurança (ponto forte de Bush) é a principal preocupação do eleitor americano atualmente, enquanto a economia (aspecto no qual o presidente tem um desempenho considerado mais fraco) fica em um próximo segundo lugar. Os principais oradores da primeira noite do encontro, no Madison Square Garden, foram o senador John McCain e o ex-prefeito Rudolph Giuliani, dois políticos muito populares e classificados como moderados no Partido Republicano. "(O senador) John McCain e (o ex-prefeito de Rudolph ) Giuliani fizeram um trabalho maravilhoso comunicando e lembrando ao mundo que a guerra contra o terrorismo é longa e tem de continuar", opinou o delegado Ken Carr, um dos representantes do Texas. 11 de Setembro Rudolph Giuliani, que era prefeito de Nova York quando aconteceu o ataque ao World Trade Center, dedicou boa parte do discurso dele a lembranças sobre os atentados e à reação a eles do presidente Bush. O tema é considerado delicado por muitos analistas, já que grande parte dos eleitores declarou em pesquisas de opinião que não gostar da idéia de misturar os acontecimentos de 11 de Setembro com a campanha eleitoral.
Mas, entre os delegados presentes à convenção, as histórias sobre aquele dia contadas pelo ex-prefeito arrancaram aplausos e provocaram emoção. "Foram momentos de homenagem que me tocaram espiritualmente e me fizeram sentir orgulho de ser americano. Quase chorei com os discursos de McCain e de Giuliani", disse um delegado da Georgia, Oscar Poole. Também subiram ao palco da convenção três parentes de vítimas dos atentados de 11 de Setembro, que pediram apoio aos planos do presidente Bush em memória dos familiares mortos nos ataques. Moderação Apesar do apoio irrestrito aos planos republicanos, os principais oradores da noite corresponderam às expectativas de analistas, que acreditavam em discursos conciliadores e ataques moderados aos adversários democratas. "Não acredito que nós (republicanos) estejamos certos em tudo e que os democratas estejam errados em tudo. Mas eles estão errados na maioria das vezes", disse Giuliani.
"Meus amigos no Partido Democrata, e tenho sorte de poder chamar muitos deles de meus amigos, nos asseguram de que compartilham conosco a convicção de que ganhar a guerra contra o terrorismo é a obrigação mais importante de nosso governo. Não duvido da sinceridade deles", disse o senador John McCain, um amigo pessoal do candidato democrata, John Kerry. O apoio de McCain é considerado especialmente importante para a reeleição do presidente porque o senador foi adversário de Bush em uma amarga disputa pela indicação para a candidatura republicana nas eleições do ano 2000. Protestos Alguns protestos aconteceram durante a segunda-feira, mas nenhum deles chegou perto, em tamanho, da marcha que reuniu pelo menos 100 mil pessoas (até 250 mil, segundo organizadores) no domingo. Na segunda-feira, a maior das manifestações reuniu cerca de 3 mil pessoas, a poucas quadras da convenção republicana. A polícia de Nova York informou que 11 pessoas foram presas em conexão com os protestos de segunda-feira. No fim de semana, ocorreram mais de 250 prisões. |
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