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Atualizado às: 16 de agosto, 2004 - 10h50 GMT (07h50 Brasília)
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Brasil vai 'parar uma guerra' no Haiti, diz Parreira

Carlos Alberto Parreira
Parreira lamentou a ausência de jogadores como Kaká
Falando rapidamente ao chegar à República Dominicana, o técnico Carlos Alberto Parreira disse que o jogo entre as seleções do Brasil e Haiti é "histórico".

"O Brasil vai parar uma guerra. Vamos criar um clima gostoso entre essas facções que estão guerreando."

Parreira lamentou a ausência de alguns dos jogadores que não foram liberados por seus clubes na Europa para a partida. "É claro que jogadores como Dida, Cafu e Kaká fazem falta, sem dúvida nenhuma."

O jogo está marcado para quarta-feira.

Parreira chegou à República Dominicana depois do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve assitir à posse do novo presidente dominicano, Leonel Fernandez.

Cúpula

Mas assessores da Presidência disseram que o compromisso mais importante do presidente no país é a reunião com chefes de Estado ou de governo da América Latina e Caribe, na terça-feira.

A presença de Lula seria mais um passo na estratégia declarada do governo brasileiro de aprofundar a integração com o resto da América Latina e aproximar outros países da região do Mercosul.

Lula tem também encontros privados com os presidentes da Guatemala, Oscar Berger, e da Costa Rica, Abel Pacheco.

Na quarta-feira, o presidente parte para o Haiti, onde assiste ao jogo da Seleção, e volta logo no mesmo dia ao Brasil.

Missão brasileira

O Brasil tem interesse especial pelo Haiti por estar liderando a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no país.

A missão tenta manter a paz no país depois do violento levante que derrubou o presidente Jean-Bertrand Aristide e matou mais de 200 pessoas em fevereiro.

O primeiro ato das tropas brasileiras após a chegada no país foi distribuir cerca de mil bolas de futebol, reconhecendo a grande popularidade do esporte entre a população.

O primeiro-ministro interino do Haiti, Gérard Latourte, teria dito a jornalistas que "alguns poucos jogadores brasileiros poderiam fazer mais para desarmar as milícias do que milhares de soldados das forças de paz".

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