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Técnico do Haiti põe em dúvida amistoso com Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O técnico da seleção do Haiti, o uruguaio Fernando Clavijo, disse que a partida amistosa com o Brasil, prevista para agosto, pode não acontecer. Clavijo disse à BBC que o Haiti não possui nenhum estádio adequado para uma partida desse porte. Faltam também, segundo ele, locais para treino. O técnico levantou ainda dúvidas sobre a segurança no país. Ele afirmou que não foi avisado pelas autoridades do Haiti sobre a partida e que soube dela pela imprensa brasileira. No entanto, Clavijo admite que "levar a seleção do Brasil para jogar no Haiti seria algo tremendo mentalmente para todo o público haitiano, que não vai ter algo assim por muitos anos". A partida está marcada para o dia 18 de agosto. Desarmamento O Brasil se ofereceu para disputar o amistoso, cujos ingressos seriam trocados por armas, em uma tentativa de desarmar a população. A missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti está sendo liderada pelo Brasil. Ela tenta manter a paz no país depois do violento levante que derrubou o presidente Jean-Bertrand Aristide e matou 200 pessoas em fevereiro. O primeiro ato das tropas brasileiras após a chegada no país foi distribuir cerca de mil bolas de futebol, reconhecendo a grande popularidade do esporte entre a população. O primeiro-ministro interino do Haiti, Gérard Latourte, teria dito a jornalistas que "alguns poucos jogadores brasileiros poderiam fazer mais para desarmar as milícias do que milhares de soldados das forças de paz". |
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